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publicado originalmente em   brasil247.com.

Capa da revista Veja: divulgação.

por CELSO LUNGARETTI 24 de Outubro de 2014 às 07:36

O risco contra o qual venho há tempos alertando acaba de se materializar: a veja antecipou em um dia a distribuição da edição 2.397, de forma a colocar a eleição presidencial sob a lâmina de uma guilhotina: a do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

É manipulação às escâncaras, um óbvio crime eleitoral.

A revista normalmente entra em bancas no sábado e tem sua capa e resumo das principais matérias divulgada na noite de 6ª feira. Todo o cronograma foi adiantado em 24 horas, só cabendo uma explicação: o objetivo foi permitir que Aécio Neves aproveitasse a munição nova no debate final da Globo, além de aumentar estrategicamente o prazo para a bomba repercutir, produzindo consequências nas urnas.

E qual é esta bomba, afinal? Trata-se da atribuição, ao delator premiado Alberto Youssef, da seguinte afirmação, ao ser interrogado por um delegado da Polícia Federal:

— O Planalto sabia de tudo!

O delegado teria perguntado a quem no [Palácio do] Planalto o doleiro aludia, recebendo como resposta: “Lula e Dilma”.

Reinaldo Azevedo, o blogueiro mais reacionário da revista mais reaça do Brasil, duas semanas atrás já antecipara que a direita poderia partir para o impeachment, neste parágrafo de sua coluna semanal na Folha de S. Paulo:

Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida.

Só perfeitos ingênuos acreditarão que ele já não soubesse qual seria a derradeira cartada da veja.

Agora, ao trombetear a nova denúncia no seu blogue, ele é mais explícito ainda:

Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079…

E, para martelar bem a ideia, ele a repetiu no final do seu post, grifando a ameaça para torná-la ainda mais ribombante:

Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe.

Evidentemente, os grãos petistas falarão em terrorismo eleitoral, minimizando a possibilidade de os acontecimentos se encaminharem em tal direção.

Mas, se precedentes valem alguma coisa, a permanência de Getúlio Vargas no poder foi duas vezes interrompida por manobras semelhantes:

  • em 1945, os Estados Unidos jogaram todo seu peso de bastidores para forçá-lo (da mesma forma que o argentino Juan Domingo Perón) a deixar o poder;
  • e, como o ciclo varguista persistiu, com a eleição do poste que ele apadrinhou (Eurico Gaspar Dutra) seguida por sua volta ao Palácio do Catete em 1951, a direita militar exigiu que renunciasse para não ser deposto, tendo ele preferido uma outra opção, o suicídio.

Outro precedente agourento é o de 1964: o PCB subestimou o risco de golpe de estado, não montando nenhum dispositivo militar próprio para defender o mandato legítimo de João Goulart, daí os golpistas terem derrubado o governo com a facilidade de quem tira doce da boca de uma criança.

Se as agora coisas chegarem a tal extremo, a História certamente se repetirá, pois inexiste dispositivo militar autônomo ou contingentes populares preparados para reagirem à altura. O PT não fez a lição de casa.

Informações sobre o assunto:

http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

http://g1.globo.com/

Cópia do novo pedido formal do processo de impeachment: http://arquivo-yahoo-noticias.tumblr.com/post/100763924776/pedido-de-impeachment

Reportagem realizada pela TV Record, que aborda certas diversas divergências sobre o caso do Mensalão e questionamentos, incluindo  possíveis manipulações de provas.

Existem outros partidos envolvidos no Mensalão, sim é fato que existiu, mas ainda tem muita coisa que não foi revelada, afinal foram 3 anos ininterruptos de gravações sendo analisadas, inclusive só foi divulgado o que convinha para beneficiar e prejudicar um ou outro, vamos aguardar, tem muita coisa ainda escondida por trás.

Ao analisar documentos da Siemens, empresa integrante do cartel que drenou recursos do Metrô e trens de São Paulo, o Cade e o MP concluíram que os cofres paulistas foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões

por Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

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PROPINODUTO
Segundo integrantes do MP e do Cade, seis projetos de
trem e metrô investigados apresentaram sobrepreço de 30%

Na última semana, ISTOÉ publicou documentos inéditos e trouxe à tona o depoimento voluntário de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens ao Ministério Público. Segundo as revelações, o esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos em São Paulo para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos contou com a participação de autoridades e servidores públicos e abasteceu um propinoduto milionário que desviou dinheiro das obras para políticos tucanos. Toda a documentação, inclusive um relatório do que foi revelado pelo ex-funcionário da empresa alemã, está em poder do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a Siemens – ré confessa por formação de cartel – vem denunciando desde maio de 2012 as falcatruas no Metrô e nos trens paulistas, em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos. Até semana passada, porém, não se sabia quão rentável era este cartel.

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Ao se aprofundarem, nos últimos dias, na análise da papelada e depoimentos colhidos até agora, integrantes do Cade e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos firmados entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção de linhas do Metrô e de trens. Uma das autoridades envolvidas na investigação chegou a se referir ao esquema como uma fabulosa história de achaque aos cofres públicos, num enredo formado por pessoas-chaves da administração – entre eles diretores do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) –, com participação especial de políticos do PSDB, os principais beneficiários da tramoia. Durante a apuração, ficou evidente que o desenlace dessa trama é amargo para os contribuintes paulistas. A investigação revela que o cartel superfaturou cada obra em 30%. É o mesmo que dizer que os governantes tucanos jogaram nos trilhos R$ 3 de cada R$ 10 desembolsado com o dinheiro arrecadado dos impostos. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. De acordo com o MP e o Cade, os prejuízos aos cofres públicos somente nesses negócios chegaram a RS 425,1 milhões. Os valores, dizem fontes ligadas à investigação ouvidas por ISTOÉ, ainda devem se ampliar com o detalhamento de outros certames vencidos em São Paulo pelas empresas integrantes do cartel nesses e em outros projetos.

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Entre os contratos em que o Cade detectou flagrante sobrepreço está o de fornecimento e instalação de sistemas para transporte sobre trilhos da fase 1 da Linha 5 Lilás do metrô paulista. A licitação foi vencida pelo consórcio Sistrem, formado pela empresa francesa Alstom, pela alemã Siemens juntamente com a ADtranz (da canadense Bombardier) e a espanhola CAF. Os serviços foram orçados em R$ 615 milhões. De acordo com testemunhos oferecidos ao Cade e ao Ministério Público, esse contrato rendeu uma comissão de 7,5% a políticos do PSDB e dirigentes da estatal. Isso significa algo em torno de R$ 46 milhões só em propina. “A Alstom coordenou um grande acordo entre várias empresas, possibilitando dessa forma um superfaturamento do projeto”, revelou um funcionário da Siemens ao MP. Antes da licitação, a Alstom, a ADtranz, a CAF, a Siemens, a TTrans e a Mitsui definiram a estratégia para obter o maior lucro possível. As companhias que se associaram para a prática criminosa são as principais detentoras da tecnologia dos serviços contratados.

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O responsável por estabelecer o escopo de fornecimento e os preços a serem praticados pelas empresas nesse contrato era o executivo Masao Suzuki, da Mitsui. Sua empresa, no entanto, não foi a principal beneficiária do certame. Quem ficou com a maior parte dos valores recebidos no contrato da fase 1 da Linha 5 Lilás do Metrô paulista foi a Alstom, que comandou a ação do cartel durante a licitação. Mas todas as participantes entraram no caixa da propina. Cada empresa tinha sua própria forma de pagar a comissão combinada com integrantes do PSDB paulista, segundo relato do delator e ex-funcionário da Siemens revelado por ISTOÉ em sua última edição. Nesse contrato específico, a multinacional francesa Alstom e a alemã Siemens recorreram à consultoria dos lobistas Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira. Documentos apresentados por ISTOÉ na semana passada mostraram que eles operam por meio de duas offshores localizadas no Uruguai, a Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A. Para não deixar rastro do suborno, ambos também se valem de contas em bancos na Suíça, de acordo a investigação.

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PEDIDO DE CPI
Líder do PT na Assembleia Legislativa,
Luiz Claudio Marcolino, trabalha pela abertura de inquérito

No contrato da Linha 2 do Metrô, o superfaturamento identificado até agora causou um prejuízo estimado em R$ 67,5 milhões ao erário paulista. As licitações investigadas foram vencidas pela dupla Alstom/Siemens e pelo consórcio Metrosist, do qual a Alstom também fez parte. O contrato executado previa a prestação de serviços de engenharia, o fornecimento, a montagem e a instalação de sistemas destinados à extensão oeste da Linha 2 Verde. Orçado inicialmente em R$ 81,7 milhões, só esse contrato recebeu 13 reajustes desde que foi assinado, em outubro de 1997. As multinacionais francesa e alemã ficaram responsáveis pelo projeto executivo para fornecimento e implantação de sistemas para o trecho Ana Rosa/ Ipiranga. A Asltom e a Siemens receberam pelo menos R$ 143,6 milhões para executar esse serviço.

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O sobrepreço de 30% foi estabelecido também em contratos celebrados entre as empresas pertencentes ao cartel e à estatal paulista CPTM. Entre eles, o firmado em 2002 para prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva de dez trens da série 3000. A Siemens ganhou o certame por um valor original de R$ 33,7 milhões. Em seguida, o conglomerado alemão subcontratou a MGE Transportes para serviços que nunca foram realizados. A MGE, na verdade, serviu de ponte para que a Siemens pudesse efetuar o pagamento da propina de 5% acertada com autoridades e dirigentes do Metrô e da CPTM. O dinheiro da comissão – cerca de R$ 1,7 milhão só nessa negociata, segundo os investigadores – mais uma vez tinha como destino final a alta cúpula da estatal e políticos ligados ao PSDB. A propina seria distribuída, segundo depoimento ao Cade ao qual ISTOÉ teve acesso, pelo diretor da CPTM, Luiz Lavorente. Além da MGE, a Siemens também recorreu à companhia japonesa Mitsui para intermediar pagamentos de propina em outras transações. O que mais uma vez demonstra o quão próxima eram as relações das empresas do cartel que, na teoria, deveriam concorrer entre si pelos milionários contratos públicos no setor de transportes sobre trilhos. O resultado da parceria criminosa entre as gigantes do setor pareceu claro em outros 12 contratos celebrados com a CPTM referentes às manutenções dos trens das séries 2000 e 2100 e o Projeto Boa Viagem, que já foram analisados pelo CADE. Neles, foi contabilizado um sobrepreço de aproximadamente R$ 163 milhões.
Não é por acaso que as autoridades responsáveis por investigar o caso referem-se ao esquema dos governos do PSDB em São Paulo como uma “fabulosa história”. O superfaturamento constatado nos contratos de serviços e oferta de produtos às estatais paulistanas Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos [CPTM] supera até mesmo os índices médios calculados internacionalmente durante a prática deste crime. Cálculos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, por exemplo, apontam que os cartéis ocasionam um prejuízo aos cofres públicos de 10% a 20%. No caso destes 16 contratos, a combinação de preços e direcionamentos realizados pelas companhias participantes da prática criminosa levaram a um surpreendente rombo de 30% aos cofres paulistas.

Diante das denúncias, na última semana o PT e outros partidos oposicionistas em São Paulo passaram a se movimentar para tentar aprovar a instalação de uma CPI. “O governador Geraldo Alckmin diz querer que as denúncias do Metrô e da CPTM sejam apuradas. Então, que oriente a sua bancada a protocolar o pedido de CPI, pelo menos, desta vez”, propôs o líder do PT na Assembleia paulista, Luiz Cláudio Marcolino. “É flagrante que os contratos precisam ser revisados. Temos de ter transparência com o dinheiro público independente de partido”, diz ele. Caso a bancada estadual do PT não consiga aprovar o pedido, por ter minoria, a sigla tentará abrir uma investigação na Câmara Federal. “Não podemos deixar um assunto desta gravidade sem esclarecimentos. Ainda mais quando se trato de acusações tão contundentes de desvios de verbas públicas”, afirmou o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). O que se sabe até agora já é suficiente para ensejar um inquérito. Afinal, trata-se de um desvio milionário de uma das principais obras da cidade mais populosa do País e onde se concentra o maior orçamento nacional. Se investigada a fundo, a história do achaque de 30% aos cofres públicos pode trazer ainda mais revelações fabulosas.

Queima de arquivo
Uma pasta amarela com cerca de 200 páginas guardada na 1ª Vara Criminal do Fórum da cidade de Itu, interior paulista, expõe um lado ainda mais sombrio das investigações que apuram o desvio milionário das obras do metrô e trens metropolitanos durante governos do PSDB em São Paulo nos últimos 20 anos. Trata-se do processo judicial 9900.98.2012 que investiga um incêndio criminoso que consumiu durante cinco horas 15.339 caixas de documentos e 3.001 tubos de desenhos técnicos. A papelada fazia parte dos arquivos do metrô armazenados havia três décadas. Entre os papeis que viraram cinzas estão contratos assinados entre 1977 e 2011, laudos técnicos, processos de contratação, de incidentes, propostas, empenhos, além de relatórios de acompanhamento de contratos de 1968 até 2009. Sob segredo de Justiça, a investigação que poderá ser reaberta pelo Ministério Público, diante das novas revelações sobre o caso feitas por ISTOÉ, acrescenta novos ingredientes às já contundentes denúncias feitas ao Cade pelos empresários da Siemens a respeito do escândalo do metrô paulista. Afinal, a ação dos bandidos pode ter acobertado a distribuição de propina, superfaturamento das obras, serviços e a compra e manutenção de equipamentos para o metrô paulista.

Segundo o processo, na madrugada do dia 9 de julho do ano passado, nove homens encapuzados e armados invadiram o galpão da empresa PA Arquivos Ltda, na cidade de Itu, distante 110 km da capital paulista, renderam os dois vigias, roubaram 10 computadores usados, espalharam gasolina pelo prédio de 5 mil m² e atearam fogo. Não sobrou nada. Quatro meses depois de lavrado o boletim de ocorrência, nº 1435/2012, a polícia paulista concluiu que o incêndio não passou de um crime comum. “As investigações não deram em nada”, admite a delegada de Policia Civil Milena, que insistiu em se identificar apenas pelo primeiro nome. “Os homens estavam encapuzados e não foram identificados”, diz a policial. Investigado basicamente como sumiço de papéis velhos, o incêndio agora ganha ares de queima de arquivo. O incidente ocorreu 50 dias depois de entrar em vigor a Lei do Acesso à Informação, que obriga os órgãos públicos a fornecerem cópias a quem solicitar de qualquer documento que não seja coberto por sigilo legal, e quatro meses depois de começarem as negociações entre o Cade e a Siemens para a assinatura do acordo de leniência, que vem denunciando as falcatruas no metrô e trens paulistas. “Não podemos descartar que a intenção desse crime era esconder provas da corrupção”, entende o deputado Luiz Cláudio Marcolino, líder do PT na Assembleia Legislativa do Estado.

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Além das circunstâncias mais do que suspeitas do incêndio, documentos oficiais do governo, elaborados pela gerência de Auditoria e Segurança da Informação (GAD), nº 360, em 19 de setembro passado, deixam claro que o galpão para onde foi levado todo o arquivo do metrô não tinha as mínimas condições para a guarda do material. Cravado em plena zona rural de Itu, entre uma criação de coelhos e um pasto com cocheiras de gado, o galpão onde estavam armazenados os documentos não tinha qualquer segurança. Poderia ser facilmente acessado pelas laterais e fundos da construção.

De acordo com os documentos aos quais ISTOÉ teve acesso, o governo estadual sabia exatamente da precariedade da construção quando transferiu os arquivos para o local. O relatório de auditoria afirma que em 20 de abril de 2012 – portanto, três dias depois da assinatura do contrato entre a PA Arquivos e o governo de Geraldo Alckmin – o galpão permanecia em obras e “a empresa não estava preparada para receber as caixas do Metrô”. A comunicação interna do governo diz mais. Segundo o laudo técnico do GAD, “a empresa não possuía instalações adequadas para garantir a preservação do acervo documental”. Não havia sequer a climatização do ambiente, item fundamental para serviços deste tipo.

O prédio foi incendiado poucos dias depois da migração do material para o espaço. “Não quero falar sobre esse crime”, disse um dos proprietários da empresa, na época do incêndio, Carlos Ulderico Botelho. “Briguei com o meu sócio, sai da sociedade e tomei muito prejuízo. Esse incêndio foi estranho. Por isso, prefiro ficar em silêncio”. Outra excentricidade do crime é que o fato só foi confirmado oficialmente pelo governo seis meses depois do ocorrido. Em 16 páginas do Diário do Diário Oficial, falou-se em “sumiço” da papelada. Logo depois da divulgação do sinistro, o deputado estadual do PT, Simão Pedro, hoje secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo, representou contra o Governo do Estado no Ministério Público Estadual. “Acredita-se que os bandidos tenham provocado o incêndio devido o lugar abrigar vários documentos”. Para o parlamentar, “esse fato sairia da hipótese de crime de roubo com o agravante de causar incêndio, para outro crime, de deliberada destruição de documentos públicos”, disse Simão, em dezembro passado. Procurados por ISTOÉ, dirigentes do Metrô de SP não quiseram se posicionar.

Fotos: PEDRO DIAS/ag. istoé
Fotos: ADRIANA SPACA/BRAZIL PHOTO PRESS; Luiz Claudio Barbosa/Futura Press; NILTON FUKUDA/ESTADÃO
Foto: Rubens Chaves/Folhapress

Direito pela liberdade de expressão e manifestação de idéias (por Gustavo Ojuara)

O assunto é mais sério do que se imagina: é direito nosso ter liberdade para o que podemos fazer ou não pela Internet, porque bloquear os arquivos e sites de compartilhamento é só o começo. Depois que o governo norte-americano tiver o controle, qualquer outra coisa que quiserem fazer, vão poder fazer, e nada poderá impedi-los de fazer. Inclusive, sites como a WikLeaks que denunciam e jogam ao mundo informações diversas, poderão ser tirados do ar. Informações e notícias que sairem e não agradarem a mídia ou ao governo norte-americano e a quem mais interessar, serão censuradas e tiradas do ar sem nenhum aviso.

Como ajudar? Simples, divulgue este post ou o vídeo acima pela Internet, para que todos saibam a respeito.

O mito – por Gustavo Ojuara (blog do brasileirinho)

Steve Jobs se tornou o maior gênio, inventor e visionário do século XX e começo do século XXI. Foi uns dos primeiros a pensar em desenvolver um computador para pessoas comuns. Inovou com a insistencia de lançar o Ipod na mesma época que o mp3player era rei absoluto, entre outras coisas fantásticas e ousadas.  Sentiremos sua falta, pois grandes homens marcam e sempre marcarão para sempre sua trajetória e história aonde passam.

Noticia abaixo divulgada no site da Folha :

por DA FRANCE PRESSE, EM SAN FRANCISCO (EUA)

O cofundador da Apple, Steve Jobs, é uma verdadeira lenda no Vale do Silício, o homem que deu ao mundo não um, mas quatro produtos que se transformaram em ícones de uma era.

Jobs, o visionário por trás do computador Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad, morreu nesta quarta-feira aos 56 anos de idade devido a um câncer, apenas 42 dias depois de renunciar como presidente executivo da Apple, a companhia que colocou na vanguarda da revolução tecnológica dos últimos anos, depois de ter permanecido durante sete meses em licença médica.

Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, de uma mãe solteira e adotado por um casal de Mountain View com apenas uma semana de vida, Jobs cresceu na área que um dia viria a ser converter no centro tecnológico que atualmente é conhecido como Silicon Valley, o Vale do Silício.

Como estudante secundarista, assistir a conferencia em Hewlett-Packard, na vizinha Palo Alto, e trabalhou durante um verão com Steve Wozniak, o engenheiro com quem anos mais tarde viria a fundar a Apple.

Jobs deixou o Reed College de Portland, Oregon, depois de um único semestre, mas continuou tendo aulas, incluindo uma de caligrafia, que citou como o motivo dos Macintosh serem desenhados com múltiplas tipografias.

Quando tinha 20 anos, fez uma viagem espiritual à Índia e voltou com a cabeça raspada e usando trajes indianos tradicionais.

ATARI

Conseguiu trabalho como técnico dos videogames Atari e participava em um clube de garagem chamado “Homebrew Computer Club” (Clube dos Computadores Caseiros) com Wozniak, que, como Jobs, deixou os estudos.

Jobs tinha 21 e Wozniak 26 quando fundaram a Apple Computer na garagem da família Jobs em 1976.

Enquanto a Microsoft vendia licenças de seu software para fabricantes de computadores com preços populares, a Apple manteve sua tecnologia em privado e a oferecia para pessoas desejosas de pagar caro por um desempenho superior.

Sob a direção de Jobs, a companhia introduziu seus primeiros computadores Apple e depois o Macintosh, que se tornou muito popular nos anos 1980.

As inovações da Apple incluem o “mouse” para facilitar os usuários na ativação dos programas e a abertura de arquivos.

Jobs foi elevado a um status de ídolo pelos devotos da Macintosh, muitos dos quais se viram a si mesmos numa espécie de aliança rebelde contra o poderoso império da Microsoft, construído com seu onipresente sistema operacional Windows.

Jobs, que se transformou no garoto propaganda da Apple, passou de seus dias de célebre solteiro, que incluíram uma relação com a cantora folk Joan Baez, a de chefe de família com residência em Palo Alto.

CASAMENTO BUDISTA

Em 1991 se casou num cerimônia presidida por um monge budista. Teve três filhos com sua esposa e uma filha com mulher com quem manteve uma relação anterior a seu casamento.

Deixou a Apple em 1985 depois de uma luta de poder interna e iniciou a companhia NeXT Computer, especializada em terminais de trabalho sofisticadas para empresas.

Em 1986, cofundou a Pixar, que ganhou vários prêmios Oscar de animação, a partir de uma ex-unidade de gráficos por computador de Lucasfilm que, segundo boatos, comprou do cineasta George Lucas por 10 milhões de dólares.

Com isso construiu um estúdio responsável por superproduções campeãs de bilheteria como “Toy Story” e “Procurando Nemo”.

A Apple caiu no ostracismo depois da partida de Jobs, mas os dois se reconciliaram em 1996, quando a companhia de informática comprou a NeXT por 429 milhões de dólares e Jobs subiu mais uma vez a seu trono.

Em 1997, Jobs substituiu Gil Amelio à frente da Apple. Foi quando o arqui-rival Microsoft investiu US$ 150 milhões na companhia.

Desde então, fortaleceu-se mais do que nunca, reformando a linha Macintosh, lançando o reprodutor mp3 iPod, em 2001, e a loja de música on-line iTunes, em 2003.

CÂNCER

Submeteu-se em 2004 a uma operação de câncer de pâncreas, mas voltou três anos mais tarde cm o iPhone e sua popular tela de touch.

A Walt Disney Co. comprou a Pixar por 7,4 bilhões de dólares em 2006, deu a Jobs um lugar em sua direção e o converteu no maior acionista unitário do gigante do entretenimento.

Jobs saiu novamente de licença médica em janeiro de 2009, mas voltou ao trabalho em junho desse mesmo ano, depois de submeter-se a um transplante de fígado. Seu aspecto físico sofreu profundas alterações, mas ele insistia em declarar-se saudável.

Em janeiro de 2010, revelou sua última criação, o iPad, que fixou os padrões dos tablets.

Sob sua direção, a Apple tornou seus sistemas Macintosh mais compatíveis com os programas para PC do Windows e aumentou sua porção em um mercado amplamente dominado por computadores com software da Microsoft.

VALOR DE MERCADO

Em maio do ano passado, superou a Microsoft como a maior companhia tecnológica americana em termos de valor de mercado.

Conhecido por suas camisas de gola rolê, seus jeans e seus tênis, Jobs adorava fazer comentários com referencias musicais que envolviam seus ídolos, os Beatles e Bob Dylan.

Ao revelar em fevereiro passado seu último problema de saúde (sem dar detalhes), JObs disse que continuaria sendo o titular executivo e ficaria “envolvido nas grandes decisões estratégica da companhia”.

“Amo demais a Apple e espero regressar tão logo possa”, afirmou na ocasião, consciente de que seus problemas de saúde preocupavam os investidores, que associavam o bom andamento da empresa à sua presença.

“Sempre disse que, se chegasse o dia em que não pudesse cumprir com meus deveres e expectativas como diretor da Apple, seria o primeiro a dizer. Assim me demito como diretor-geral da Apple”, admitiu, em uma carta ao conselho de administração em 24 de agosto passado, ao apresentar sua renuncia no que acabou se convertendo em sua saída definitiva.

Fonte:Folha

HIV alterado não consegue fugir do sistema imunológico

por Vanessa McMain – Diário da Saúde.

Enganando o enganador

Pesquisadores modificaram o HIV de tal forma que ele se tornou incapaz de enganar o sistema imunológico humano.

Os resultados podem representar a remoção de um grande obstáculo para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV ou para o desenvolvimento de novos tratamentos para a AIDS.

“Alguma coisa no vírus HIV desliga a resposta imunológica, em vez de acioná-la, tornando-o um alvo difícil para o desenvolvimento de uma vacina”, explica o Dr. David Graham. da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

“Parece que agora nós temos uma forma de contornar essa barreira,” acrescenta.

Colesterol do vírus

Normalmente, quando as células do sistema imunológico encontram um vírus, elas disparam um alarme liberando substâncias químicas chamadas interferons, para alertar o resto do corpo da presença de uma infecção viral.

Quando as células imunológicas encontram o HIV, no entanto, elas liberam interferons demais, ficando sobrecarregadas e desligando a resposta subsequente de combate ao vírus.

Estudos anteriores mostraram que, quando células do sistema imunológico humano – os glóbulos brancos – estão com um nível baixo de colesterol, o HIV não consegue mais infectá-las.

Acontece que a cobertura que envolve e protege o genoma viral também é rica em colesterol, levando a equipe a pesquisar se os vírus sem colesterol ainda poderiam infectar as células, qualquer que fosse seu nível de colesterol.

Resposta imunológica inata

Os pesquisadores então trataram o HIV com um produto químico para remover o colesterol do seu revestimento viral.

Em seguida, eles introduziram, ou o HIV com baixo colesterol, ou o HIV normal, em células do sistema imunológico humano cultivadas em laboratório, e observaram como as células responderam.

As células expostas ao HIV com colesterol diminuído não liberaram qualquer interferon como resposta inicial, enquanto as células expostas ao normal HIV agiram normalmente, liberando interferon.

“O HIV alterado não sobrecarregou o sistema e, em vez disso, desencadeou a resposta imunológica inata, como acontece com qualquer primeiro encontro com um vírus,” conta Graham.

Resposta imunológica adaptativa

Em seguida, os pesquisadores checaram se o HIV com baixo colesterol ativaria a chamada resposta imunológica adaptativa – a resposta que ajuda o corpo a se lembrar de patógenos específicos, para que o corpo desenvolva imunidade e se defenda de futuras infecções.

Elas não esperavam que o sangue HIV-positivo respondesse a qualquer uma das duas versões do HIV por conta dos grandes danos presentes no sistema imunológico dos pacientes HIV-positivos.

No entanto, quando o HIV com baixo colesterol foi introduzido no sangue imunologicamente deprimido, mas não-infectado pelo HIV, em um tubo de ensaio, as células da resposta imune adaptativa reagiram contra o vírus.

Alterando o vírus, explica Graham, foi possível acordar a resposta do sistema imunológico contra o HIV e ignorar as propriedades imunossupressoras do HIV.

“Além de aplicações nas pesquisas de vacinas, este estudo abre a porta para o desenvolvimento de drogas que ataquem o revestimento viral do HIV como uma terapia auxiliar para promover a detecção do vírus pelo sistema imunológico,” diz Graham.

Fonte: Diário da Saúde.

Líder da Igreja Universal e outros 3 dirigentes são acusados de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha

por Fausto Macedo, de O Estado de São Paulo

SÃO PAULO – A Justiça Federal em São Paulo abriu ação criminal contra o bispo Edir Macedo, líder mundial da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Além de Macedo, serão processados outros três dirigentes da igreja – a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa, o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva e o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição. A Justiça decretou sigilo dos documentos do processo.

A Procuradoria da República, ao apresentar denúncia contra Macedo e seus aliados, pretendia também processá-los por outros dois crimes, estelionato e falsidade ideológica. Mas a Justiça rejeitou essa parte da acusação. A procuradoria vai recorrer porque está convencida de que a conduta dos bispos da Universal se enquadra na forma de organização criminosa, conforme previsto na Convenção de Palermo, ratificada pelo Brasil em 2004.

Segundo a denúncia, subscrita pelo procurador Sílvio Luís Martins de Oliveira, Macedo e seus próximos montaram uma quadrilha para lavar dinheiro da Iurd, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005. O procurador sustenta que o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis, iludidos com “oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja”.

O estelionato contra os fiéis é o crime antecedente da lavagem de dinheiro que, segundo a procuradoria, ocorria por duas vias: remessas ao exterior pela Diskline Câmbio e operações comerciais e financeiras no Brasil usando a Cremo Empreendimentos Ltda como empresa de fachada.

“Agora eu vou saber os termos da acusação e vou poder apresentar defesa preliminar para mostrar as inconsistências da acusação, que não são poucas”, declarou o criminalista Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, que defende a Universal.

Ele disse que não teve acesso à cópia da denúncia nem da decisão judicial pela abertura da ação penal. Para Pitombo, o recebimento parcial da denúncia “confirma que a acusação não tem nenhum cabimento”. O advogado ironizou. “Se o estelionato era o crime antecedente de lavagem e não foi reconhecido pela Justiça, vamos ver o que vai sobrar.”

Fonte: Estadão.com.br

Por TV União - (Conteúdo reeditado para postagem por Gustavo Ojuara)

Na última quinta-feira, dia 8, o vice-governador da província de Hunan, na China esteve em São João da Boa Vista SP para conhecer o comércio, as indústrias e a agricultura do município. A comitiva composta por 16 pessoas, incluindo o Secretário da Agricultura e de Finanças, veio com o objetivo de avaliar as condições da cidade para receber investimentos de empresários chineses. As primeiras impressões do vice-governador foram positivas, ele disse que está convencido de que São João da Boa Vista SP produz muitos alimentos, algo que eles necessitam na província. O vice-governador também chamou a atenção para a recepção calorosa de governantes e de novas empresas no município, e por fim, a autoridade chinesa disse que adorou a cidade. Autoridades e empresários compareceram ao encontro, que terminou com uma cerimônia de recepção solene, onde o governante presenteou as autoridades do município com o símbolo da província. Na agenda da comitiva chinesa, estava a visita ao distrito industrial e a propriedades agrícolas de café, laranja e criação de animais de pequeno porte. São João da Boa Vista SP é a única cidade do interior do Estado de São Paulo a ser visitada pelos governantes chineses.
Fonte: www.tvu.com.br

Por Blog Radar Político (Estadão.com.br)

Com a justificativa de que parlamentares e servidores deveriam ter acesso móvel a sistemas corporativos em desenvolvimento da Casa, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás aprovou um projeto que autoriza a distribuição de iPhone 4 16GB para deputados estaduais, assessores e secretários.

Ao custo de  mais de R$215 mil reais, foram comprados 108 aparelhos. A licitação foi realizada em 1° de setembro e a fornecedora que venceu a licitação tem até 20 dias úteis para entregar os iPhones 4.

No edital de compra dos celulares o argumento é: “propiciar aos parlamentares, diretores e chefias o acesso com mobilidade aos sistemas corporativos em desenvolvimento nesta Casa de Leis”. Veja abaixo o edital com as especificações do aparelho.

Fonte: Blog Radar Político

Por Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp.

Mobilização da Fiesp em prol da redução do preço de energia elétrica do País teve repercussão em veículos nacionais e regionais

Nos últimos dias, a campanha Energia a Preço Justo, iniciada pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) com o objetivo de mobilizar a opinião pública para que se cumpra a realização dos leilões de concessões de energia elétrica, como previsto em lei, ganhou espaço de destaque na mídia nacional e regional.

Em artigo no jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (22), a colunista e especialista em direito do consumidor, Maria Inês Dolci, referiu-se à campanha como uma oportunidade de “frear a drenagem de dinheiro para as arcas do erário para programas de aceleração do desperdício” e afirmou seu desejo de que toda a sociedade brasileira se mobilize em torno do pleito. “Já pagamos várias vezes a conta bilionária da construção de usinas hidrelétricas. Mas, como cobrar dos outros é uma delícia para os governos e para as corporações, eles nem sonham em paralisar essa derrama”, ironiza.

Pelo interior do estado de São Paulo, vários veículos regionais também destacaram a campanha. Nas versões impressas e online dos jornais Comércio da Franca, Diário de Mogi das Cruzes, O Liberal (Americana) e O Vale (São José dos Campos), entre outros, publicaram a entrevista do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à Associação Paulista de Jornais.

Na entrevista, o empresário ressalta a necessidade de se realizar as licitações, não apenas por uma questão de justiça, já que está previsto em Lei, mas porque significará uma economia de até 15% na conta de luz para o consumidor. Skaf também relembra que o alto custo de energia praticado no País afeta drasticamente a competitividade nacional, sendo um forte peso para indústria.

O Cruzeiro do Sul enfatizou o questionamento de Skaf sobre o Brasil produzir a energia mais barata (hidrelétrica) e ter uma das tarifas de energia mais caras do mundo. A reportagem também ouviu a senadora Lúcia Vânia, presidente da comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, que lamentou a demora das definições do governo federal. Em outra matéria, o mesmo Jornal explica que o preço médio da energia comercializada pelas usinas é de R$ 90,98 por megawatt-hora (MWh) e que nos leilões mais recentes de concessão (Santo Antônio, Jirau, Belo Monte e Teles Pires) o preço da energia gerada, descontada a amortização dos investimentos, chegou a R$ 20,69 por MWh.

A campanha Energia a Preço Justo também teve destaque na rede mundial, nesta semana. O portal R7 (da TV Record) divulgou a entrevista de Paulo Skaf à jornalista Christina Lemos.

Toda a cobertura da campanha, na mídia, está sendo acompanhada no site Energia a Preço Justo (www.energiaaprecojusto.com.br), pelo qual o internauta também pode assinar ao manifesto pela realização dos leilões.

Fonte: http://www.fiesp.com.r

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