Por Redação Link

Rob Pegoraro, do Washington Post

Sem vírus do Windows. De graça. Como um sistema operacional com essas virtudes – típicas do código aberto Linux – pode permanecer confinado a uma pequena minoria de computadores e notebooks dentro de casa?

Isso mudará logo? Uma nova versão da edição do Linux voltada para o consumidor, o Ubuntu 10.04, dá esperanças para aos otimistas, mas também deixa espaço para os que duvidam.

A interface para desktop do Ubuntu 10.04 não deveria parecer tão estranha para usuários do Windows. Seu menu “Iniciar” equivalente fica no canto superior esquerdo em vez de estar no inferior esquerdo. Além disso, há muito pouco que faça você se perder.

Sua versão para netbook é outra questão. Em vez de apertar uma interface inalterada de desktop em uma tela pequena – veja, por exemplo, a frustrante edição de estreia do Windows 7 da Microsoft –, ele apresenta pastas e programas em grandes ícones agrupados de forma que vagamente se assemelha com a tela inicial do iPhone.

A versão 10.04 adiciona um widget de comunicação social que permite acompanhar conversas no Twitter e no Facebook na mesma janela e um serviço no Ubuntu One Web que sincroniza anotações e alguns outros arquivos entre dois notebooks.

O Ubuntu não inclui o lixo que é padrão nos novos PCs do Windows. Mas ele deixa de fora duas coisas que o usuário de Windows com certeza espera: suporte embutido para formatos comuns de arquivos de mídia e para todas as partes do seu computador.

Comparado com o Windows XP e o 7, o Ubuntu 10.04 desliga muito mais rápido, mas precisa de mais tempo para adormecer e acordar e diminui a vida útil da bateria.

Embora o novo lançamento precise de menos acertos que o anterior, especialmente em um PC mais antigo, ele ainda não é para todo mundo. E quando é que isso já foi o caso do Windows?

Fonte: www.estadao.com.br

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