Archive for novembro, 2010


por Gustavo Ojuara.

Bom, meus amigos, eu gostei pra caramba desse empreitada fazendo a união de todas as polícias e mais juntamente com exército e marinha. Embora tenha as dificuldades do meu dia a dia, sinto um ar nacionalista, de ter orgulho das forças do meu país, de torcer para o nosso amado Brasil, para que vença a guerra declarada contra os traficantes de drogas em definitivo (embora seja uma guerra constante). Mesmo que os meliantes estejam com toda e qualquer tipo de informação, os mesmos meliantes jamais terão capacidade de reação, pois não estão preparados para enfrentar todas as forças conjuntas (pois de fato era muito fácil para eles enfrentarem policiais mal armados, com fuzis do exército e outros armamentos pesados, mas agora que enfrentam de fato um exército de policiais e soldados, não tendo como eles revidarem a altura). Vai Brasil, ganha mais uma vez! Mostra que é bom em ganhar não só no futebol e outros esportes, mostra que também tem peito, garra e que na hora do vamos ver, não foge da luta jamais e que jamais vai abaixar a cabeça para traficantes de nariz empinado!

Sobre a notícia: Seis tanques da Marinha chegam à Vila Cruzeiro para combater traficantes

Valeu imprensa do Brasil por divulgar quantos aparatos militares estão sendo enviados para o Rio de Janeiro, com isso se quiserem, os meliantes podem se preparar e arrajar armas pesadas com poder de fogo maior (o que não será muito difícil, já que os narcotraficantes conseguem contrabandedar para o país armas de todo e quaquer calibre com uma certa facilidade). Só pra lembrar uma coisa simples, mas de extrema importâcia: numa guerra quem sabe o que outro vai fazer, pode se antecipar e se preparar para o que vier. Então é muito provável que a próxima notícia vai ser sobre como estes blindados foram explodidos pelos criminosos. Valeu imprensa do Brasil por dar informações aos meliantes.

Aqui vou manifestar minha idéia sobre um novo formato para o campeonato Brasileiro. Estou cansado do formato do campeonato brasileiro de futebol. Pontos corridos foi uma boa, mas enfim precisaria de uma mudança. Gostaria de um novo formato de mata-mata, onde houvesse chaves e sorteio das equipes que estariam divididas em grupos, e os últimos colocados de cada grupo disputariam a parte como um campeonato (returno) separado por pontos corridos, e os ultimos colocados deste returno seriam rebaixados para a segunda divisão.

Epero que aja alguem que leia isso e faça isso virar realidade, pois seria muito emocionante. (eu mandei minha opnião tambem para o @globoesportesp no twitter, espero que vejam o que escrevi aqui, pois mandei o link deste post para eles).

Entrevista com o criador da marca Chili Beans feita pelo estadao.com.br

Criador da marca de óculos Chiili Beans elogia a economia nacional e conta que nunca recebeu tantos convites como agora para vender a empresa para grupos internacionais Reportagem Letícia Bragaglia.

Veja em vídeo a entrevista completa aqui:

Notícia: Brasil planeja compra de submarinos nucleares.

Muito bem, é muitíssimo bonito, mas e quanto ao lixo atômico que contém compostos de materiais radioativos, pois depois usadas as ojivas nucleares, seu nucleo radioativo precisa ser descartado, então esses compostos serão jogados aonde? Os USA enterram em seus desertos. E nós brasileiros faremos o que com esse lixo? Enterraremos no sertão nordestino? Espero que não.
(Apesar de saber que já temos uma pequena produção de ojivas para as usinas de Angra 1 e 2 utilzadas para a geração de energia elétrica, eu não tenho a menor idéia de onde o atual lixo atômico é descartado.)
Isso é que deveriamos nos perguntar!

Caros amigos,

A qualquer momento o Presidente Lula vai apontar o 11º Ministro do STF que irá desempatar as apelações dos políticos Ficha Suja. A pressão dos partidos é grande, vamos lembrá-lo se ficar ao lado da sociedade apontando um Ministro Ficha Limpa! Envie a sua mensagem agora:

Temos pela frente o que poderá ser a última batalha da Ficha Limpa! Mais de 175.000 pessoas agiram assinando a petição e telefonando para o Supremo Tribunal Federal pedindo para eles declararem a constitucionalidade da Ficha Limpa, mas a votação teve um empate dramático de 5 a 5.

Agora, a decisão final está nas mãos do Presidente Lula que irá apontar o 11º Ministro do STF que irá desempatar a votação. Se o novo Ministro não for um forte aliado anti corrupção, há um enorme risco da Ficha Limpa ser bloqueada, abrindo caminho para os políticos corruptos recém-eleitos, como Jader Barbalho e Paulo Maluf, assumirem seus cargos.

Nós não podemos deixar isto acontecer – vamos enviar mensagens urgentes para o Presidente Lula pedindo para ele respeitar a vontade de milhões de brasileiros que apoiaram a Ficha Limpa, apontando um Ministro para o STF que tenha integridade e um recorde forte contra a corrupção. Participe agora e depois encaminhe esta mensagem para todos:

http://www.avaaz.org/po/ministro_ficha_limpa/?vl

Com o fim das eleições, o Presidente Lula poderá apontar o 11º Ministro do STF a qualquer momento, sem aviso prévio, consulta ou transparência com o povo brasileiro. E quando ele escolher, não há mais volta.

Políticos “ficha suja” eleitos mês passado e interesses partidários poderosos estão fazendo de tudo para pressionar o Lula a apontar um Ministro que vote contra a constitucionalidade da lei. Se isto acontecer, Paulo Maluf e Jader Barbalho – que já teve o apelo negado – e outros candidatos corruptos poderão assumir seus cargos, dando uma pancada séria nas nossas esperanças de um futuro sem corrupção para o Brasil a partir de agora.

Mais uma vez depende de nós garantir que os nossos governantes fiquem do lado do povo e não de indivíduos e elites corruptas. Vamos inundar o Presidente Lula com milhares de mensagens pedindo para ele fazer a escolha certa, apontando um 11º ministro que seja fortemente contra a corrupção. Envie uma mensagem agora!

http://www.avaaz.org/po/ministro_ficha_limpa/?vl

Fonte: Avaaz.org

Ministro Paulo Bernardo afirma que desoneração deve funcionar como arma na guerra cambial, pois reduz custos de empresas

14 de novembro de 2010 | 22h 10

Raquel Landim, de O Estado de S. Paulo SÃO PAULO – A presidente eleita Dilma Rousseff vai recuperar uma velha bandeira do setor produtivo: desonerar a folha de pagamento. A afirmação é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, um dos assessores mais próximos de Dilma. A medida deve funcionar como uma arma do Brasil na guerra cambial, porque reduz os custos das empresas. Essa é uma das providências que o novo governo planeja para reduzir o famoso “custo Brasil”. Bernardo garante que Dilma vai retomar as reformas microeconômicas, medidas pontuais para elevar a produtividade da economia, encabeçadas pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas depois abandonadas no segundo mandato. Uma promessa de campanha, a desoneração da folha de pagamento é central na agenda micro de Dilma e já está em estudo no Ministério da Fazenda. A base da discussão será a proposta inicial de Lula, que previa queda de 8,5 ponto porcentual da contribuição descontada dos salários para a Previdência e para educação. “A Dilma quer avançar na desoneração da folha. Já tem estudos sobre isso na Fazenda. Seria basicamente fazer o que tentamos quando estávamos discutindo a reforma tributária”, disse Bernardo em entrevista ao Estado. “É uma agenda boa, inclusive por causa da guerra cambial. Uma maneira de se defender é reduzir o custo de produção.” Bernardo, que deve seguir em um cargo de destaque na próxima administração, disse que “o começo do governo Dilma é um bom momento” para seguir com as reformas microeconômicas. “A presidente vai querer fazer um trabalho para continuar superando os gargalos do desenvolvimento do Brasil”, disse. O ministro admitiu que a agenda micro “arrefeceu” ao longo do governo Lula, mas ressaltou que medidas importantes foram tomadas. “Todos deixaram de fazer o esforço que era necessário porque o processo político truncou a capacidade de diálogo entre governo e oposição”. Ele explicou que as atenções do governo ficaram concentradas em mega projetos como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida. Para a equipe de Dilma, medidas de desoneração tributária são compatíveis com o esforço fiscal necessário em 2011 porque geram mais arrecadação ao estimular a economia. A presidente vai investir em grandes reformas, mas pretende olhar com atenção para a microeconomia. “Vamos apostar na reforma tributária, mas tem uma chance altíssima de juntar tanta gente contra a ponto de impedir que aconteça. Enquanto isso, é mais fácil avançar com as reformas micro”, disse Bernardo. Uma série de medidas estão em estudo na equipe de Dilma. Abaixo seguem alguns projetos em discussão. Simples. Dilma quer elevar o limite de faturamento anual das empresas que podem entrar Simples, um sistema tributário diferenciado. Hoje está em R$ 240 mil para as pequenas e R$ 2,4 milhões para as médias. Microempreendedor. Está em análise a elevação do limite de enquadramento do trabalhador informal como microempreendedor individual, hoje em R$ 36 mil ao ano. O sistema torna mais fácil a abertura de conta bancária e a entrada no Simples. Cerca de 500 mil pessoas estão cadastradas, porque a tecnologia não funcionou adequadamente. O governo quer chegar a 1 milhão. Folha de pagamento. Dilma pretende avançar na desoneração da folha de pagamento. Pela proposta inicial de Lula, cairia de 20% para 14% do total da remuneração o valor pago como contribuição previdenciária, além de acabar os 2,5% do salário educação. O governo não quer abrir mão de arrecadação, mas substituir por outro recurso. Crédito. Está quase pronto um projeto para incentivar os bancos privados a conceder financiamentos no longo prazo. O governo também quer incentivar mais o crédito imobiliário. Nesse caso, o problema é garantir recursos com baixas taxas de juros. Seguro. O novo governo planeja avançar na regulação do mercado de seguros, não só para grandes projetos de infraestrutura, mas também para o seguro popular. A avaliação é que a classe C emergente está totalmente desprotegida, o que significa um extenso mercado a explorar. Pregão eletrônico. Criado no governo FHC, o pregão eletrônico foi tornado obrigatório na gestão Lula. A avaliação é que agilizou as licitações e permitiu que pequenas empresas também participassem. A ideia agora é aprovar uma lei estabelecendo que Estados e municípios também adotem o sistema. Um projeto sobre o assunto está em tramitação no Congresso. Energia elétrica. Dilma é simpática a proposta de reduzir a tributação sobre a energia elétrica, o que desoneraria consumidores e empresas. Mas é mais difícil de sair do papel, porque a presidente eleita avalia que é preciso contrapartida dos Estados.

Fonte: estadao.com.br

por Alfredo Junqueira – O Estado de S.Paulo

Os 27 governadores eleitos no mês passado declaram à Justiça Eleitoral uma fortuna de R$ 63,53 milhões em patrimônio pessoal. Na média, cada chefe de executivo estadual tem R$ 2,35 milhões em bens. São 14 os que informaram ter patrimônio acima do R$ 1 milhão. O mais rico deles é o governador reeleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que apresentou declaração de bens que soma R$ 14,62 milhões.

Levantamento feito pelo Estado na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra ainda que oito governadores eleitos apresentaram evolução patrimonial superior a 200% nos últimos anos. Neste caso, a líder é a governadora também reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Em 2006, a declaração dela listava 15 bens, mas informava apenas o valor depositado em seu fundo de previdência privada: R$ 172.734,71 – em valores corrigidos. Para esta eleição, Roseana apresentou declaração com 25 bens e valor total de R$ 7.838.530,34. O crescimento foi de 4.437,90% em quatro anos.

As Alagoas de Teotônio e o Maranhão de Roseana ocupam a 25.ª e a 26.ª posição, respectivamente, no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos Estados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois Estados também estão nas duas últimas posições do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lista indicadores na área de Educação, renda e expectativa de vida.

Entre os governadores eleitos que tiveram expressiva evolução patrimonial, também destacam-se o de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e o do Acre, Tião Viana (PT). Prefeito eleito de Ariquemes em 2008, Moura informou à Justiça Eleitoral na ocasião ter patrimônio de R$ 385.775,34, em valores atualizados. Agora, apresentou declaração de R$ 8.554.881,14. Crescimento de 2.117,58%. Quando se elegeu para o Senado em 2006, Viana disse ter patrimônio de R$ 28.794,65. Agora, passou para R$ 551.098,50, avanço de 1.813,89%.

Posições discretas. Os governadores dos três Estados mais ricos do País ocupam posições discretas no ranking do patrimônio. Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, é o 15º colocado, com R$ 960,9 mil em bens declarados. O tucano é o único a declarar a posse de um prédio comercial. Na sua lista de bens, consta um edifício adquirido em 1976 e avaliado em apenas R$ 27.758,52.

Apesar de morar numa cobertura duplex no Leblon, zona Sul do Rio, e de ser dono de uma ampla casa em Mangaratiba, litoral sul do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB) informou patrimônio de R$ 843,1 mil, e ocupa a 17.ª posição. O apartamento está no nome da primeira-dama, a advogada Adriana Ancelmo Cabral, e não está, portanto, na lista de bens apresentada à Justiça Eleitoral. A casa de veraneio foi declarada no valor de R$ 200 mil.

Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, que declarou posses de apenas R$ 270 mil, é o antepenúltimo da lista. O tucano mineiro informou ser dono de um apartamento, de R$ 200 mil, e de um carro importado de R$ 70 mil.

O governador reeleito do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), é o único proprietário de uma aeronave, o jato Emb 810 D Seneca III, avaliado em R$ 500 mil. André Puccinelli (PMDB), reeleito governador de Mato Grosso do Sul, e Simão Jatene (PSDB), que venceu no Pará, são os dois que têm barcos.

O levantamento ainda mostra dois governadores que listaram três Kombis em sua declaração de patrimônio: Wilson Martins (PSB-PI), com duas, e Camilo Capiberibe (PSB-AP).

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Sobre a nóticia por Gustavo Ojuara.

Infelizmente por mais boa vontade que tenha a Dilma, (o Lula tambem teve, ajudou e muito a desenvolver boa parte do nordeste), mas cá entre nós: não tem como um presidente da república fazer tudo sozinho, e carregar um país inteiro nas costas, afinal é culpa de todos que ainda não aprenderam a votar, pois, não adianta votar no melhor presidente do mundo, se votam em uma merda de prefeito, deputados e governadores (que governam apenas para uma minoria rica e poderosa), o povo não tem consciência de que se votar errado a coisa fica boa, ruim, ou pior do que está. Felizmente, posso dizer que a Dilma com certeza vai ter boa vontade, mas é como diz o ditado “Uma só andorinha não faz verão” ou “Uma só formiga não pode construir sozinha um formigueiro”.

Voce é fã de um cantor, jornalista, ou qualquer celebridade e gostaria que esta pessoa ganhasse um prêmio por isso? Se sim, entre neste site:

http://www.whopopular.com/Brazil

Há uma votação em diversas categorias, como jogadores de futebol, jornalistas, atrizes e atores, etc. Escolha o seu favorito em diversas das categorias do site. Eu já votei nas pessoas que eu mais admiro, faça o mesmo! (voce pode votar em clebridades de outros países também, basta ir para a página inicial do link que passei acima). Eu votei no Jorge Kajuru e no saudoso Renato Russo. O vencedor será o mais popular, isto de acordo com a categoria.

Ao deixar músicas renegadas no arquivo, esses gênios correm um sério risco. Um dia eles morrem, alguém abre essa gaveta, e aí tudo pode acontecer

Julio Maria – O Estado de S.Paulo

Estejam onde estiverem, eles não podem falar mais nada. E, suponha-se, isso deve ser bem angustiante. Michael Jackson é o morto da vez. Sua gravadora, a Sony Music, crente de estar fazendo um favor ao mundo pop, colocou no site do artista, no início da semana, uma música que Michael nunca gravou, especula-se, por não gostar nada do que fez. Breaking News, que estará em um disco de inéditas a sair no dia 14 de dezembro, ficou disponível por cinco dias, tempo suficiente para tirar o pino de uma granada. De tão “trabalhada em estúdio”, a canção chega a alterar o timbre da voz de Michael, um dos últimos patrimônios pelos quais ele prezou em vida. Brian Oxman, advogado de Joe Jackson, pai do cantor, falou em heresia. “Canções como essa são faixas incompletas que Michael Jackson disse várias vezes ser contra o lançamento.”

Os fãs pegaram o bonde e contestaram até a veracidade da voz de Michael, querendo dizer que aquele que canta é, na verdade, algum zumbi do Thriller. A Sony, em nota, garantiu que é Michael, sim, mas não se livrou da chuva de pedras que deve voltar a cair em seu telhado assim que lançar o disco póstumo, à revelia do músico.

Sem o outro lado para contestar, a obra de um artista passa a ser administrada por lei por seus herdeiros, que podem agir como guardiães do cálice sagrado ou caçadores de relíquia. A música brasileira, com talento para render imortais de sobra, começa a despertar para a indústria da obra post-mortem, algo que dá muito mais trabalho e dinheiro do que a obra em vida, já que mito é o tipo de coisa que não acaba nunca. Assédios de gravadoras para lançar registros empoeirados, artistas que aparecem com parcerias em fitas cassete de 1942, gente disposta a revirar gavetas para descobrir qualquer fagulha de criação, nem que seja do além. “Sempre aparece algum médium aqui em casa dizendo que tem uma música inédita psicografada do Cazuza. Mas Cazuza jamais escreveria com aquelas palavras”, diz João Araújo, pai do artista.

Incansáveis. O roqueiro Renato Russo é um dos que nunca descansam. O último relançamento de sua Legião Urbana, feito pela gravadora EMI, recolocou todos os discos do grupo nas lojas em LPs, CDs e novos formatos, sem músicas inéditas, mas com fotos e encartes que não havia nos originais. O jornalista e pesquisador Marcelo Fróes também realiza frequentes partos de materiais de Renato. Um deles, Renato Russo: Duetos, lançado este ano, traz encontros do roqueiro com outras vozes que rendem resultados, para pegar leve, passíveis de serem submetidos à análise do criador. “O Renato teve uma doença que o matou lentamente durante cinco anos. Se houvesse algo que ele gostaria que não fosse lançado, ele mesmo teria destruído”, diz Fróes. Não é bem assim para Marcelo Bonfá, baterista e amigo de Russo por três décadas. “Não concordo que ele seria frio e calculista a esse ponto. Nem se quisesse apagar algo ele conseguiria, era muita coisa.”

A ausência do OK de um morto não é exatamente a interdição daquilo que ele não teve tempo para lançar em vida. Cazuza, diz seu pai João Araújo, deixou “duas ou três letras” que devem vir à tona assim que um parceiro ideal for localizado para fazer as músicas. Algo que pode levar um bom tempo. “São canções que ele mesmo nos disse que gostaria de lançar.” O que jamais será permitido, segundo João, é uma traição aos princípios do artista, liberando, por exemplo, suas criações para serem alteradas e usadas em propagandas publicitárias. “Isso ele não permitiria.”

Outro gigante detalhista chama-se Tim Maia. Detalhista e bagunçado. Tim gravou de tudo, com muita gente, e deixou um rastro de feitos, muitos dos quais sequer localizados. Agora, seus representantes anunciam ao Estado que farão um rastreamento de tudo que leve a voz de Tim Maia. “Vamos começar uma grande pesquisa em janeiro de 2011. Já vi algum material, são fitas cassete, VHS, vamos ter de tomar muito cuidado”, diz Julio Cesar Figueiredo, advogado de Carmelo Maia, filho e único herdeiro reconhecido do cantor. Uma das obras mais aguardadas pelos fãs é o disco Racional 3, sequência de dois álbuns lançados em 1975, quando Tim fez parte da seita Universo em Desencanto. O problema foi quando o desencanto de Tim ficou maior que o universo, e aí a casa caiu.

Quando imaginou estar sendo trapaceado pelo líder da tal seita, mandou recolher todas as cópias dos álbuns. Oito anos depois de sua morte, os discos foram lançados. “Fizemos isso porque sabíamos pelo próprio Tim que era um desejo dele ter isso relançado. E os discos, musicalmente, são muito bons”, diz João Marcello Bôscoli, responsável pela gravadora Trama, que fez os relançamentos.

A sete chaves. Arquitetar a posteridade não é uma preocupação de malucos beleza. Sendo assim, Raul Seixas não pensou muito em assuntos além-túmulo e acabou deixando por aí um espólio vistoso. Tudo hoje é controlado por suas três filhas, mas quem tem as maiores relíquias é um homem chamado Sylvio Passos, produtor e fundador do primeiro fã clube de Raul no Brasil. Sylvio diz ter material para lançar mais dez álbuns inéditos de Raul. Canções novas, sobras de estúdio e muita, mas muita gravação ao vivo, algo que nem sempre é sinônimo de qualidade. Um de seus mimos é um show de Raul na segunda edição do Festival de Águas Claras, de 1981. Outra peça rara é uma versão de Cowboy Fora da Lei, que aparece em forma de country pesado e com outra letra. E o que ele jamais poderia lançar, em respeito à memória do amigo? “Ah, não posso nunca mostrar as gravações que chamávamos de “tratado de amenidades”. Quando estávamos muito loucos, começávamos a tocar e a falar mal de todo mundo. Gravamos tudo, mas essas coisas vão virar cinzas comigo.”

Presente e além. Mitos podem evitar indigestões póstumas preparando seus negócios para o caso de, sabe como é, baterem as botas – algo que Michael Jackson, Elvis Presley, Jimi Hendrix, John Lennon e Janis Joplin não fizeram por justamente sucumbirem do dia para a noite, sem aviso prévio. “Já lançaram um disco da minha mãe, o Ao Vivo no Festival de Jazz de Montreux (de 1982), que ela não gostava”, diz João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina. Aos vivos, a discussão parece agourenta. Muita gente que soube do conteúdo desta matéria preferiu bater três vezes na madeira e desligar o telefone.

“A gente aqui pensa no presente”, respondeu uma funcionária do escritório que cuida dos direitos autorais de Roberto Carlos, que pediu para não ser identificada. “É um assunto delicado. Ele não gosta de falar nisso.” Roberto está na lista dos alvos inquestionáveis da indústria da posteridade. Se já é mito em vida, imagine depois. Gravações e duetos com sua voz brotarão de Bom Jesus a Quixeramobim, tudo disputado a tapas. E o artista conhecido por cuidar de seus discos com um preciosismo de ourives pode ver sua obra brincar a farra do boi. “Ele tem mais de 200 músicas que nunca gravou, mas que outros gravaram. E dezenas de obras inéditas que nunca foram gravadas por ninguém. Essas ficam no estúdio, com ele”, diz a fonte. Se o Rei não gostar de nenhuma delas, a história dá a dica: que faça uma fogueira.

MEMORÁVEL TRÍADE

1. Raul Seixas

Raul deixou um legado de dar arrepios. O show ao vivo em Águas Claras, de 1981, nunca lançado, mostra a surpresa de Gonzagão ao olhar para a plateia, ver o povo com violões erguidos e perguntar: “É isso aqui a Sociedade Alternativa?” Outra pérola é uma Cowboy Fora da Lei inédita.

2.Tim Maia

Gênio desorganizado, Tim dá trabalho ao filho Carmelo, que vai rastrear o País em busca das gravações do pai. Oito anos após a sua morte foram lançados os álbuns Racional 1
e 2, que Tim mandou retirar das lojas por não mais concordar com a seita que os inspirou.

3. Cazuza

Não deu muita sopa para o azar, deixando pouco material inédito. Seu pai, João Araújo, diz ter duas ou três letras nunca reveladas, que aguardam um parceiro ideal para virarem música. O que ele não permitiria é o uso de suas canções para fins publicitários.

Fonte: http://www.estadao.com.br/