Archive for abril, 2016


Realmente comparar a maioria dos deputados da câmara, à água suja ou esgoto, por causa do fato de serem corruptos, além de possuírem um mal comportamento, é quase um elogio de qualquer forma.

por Ojuara Tiradentes Anonimous

Nesse último domingo (17/04/2016), foi votada pela câmara do deputados a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao qual foi aceito com a maioria dos votos, transmitida por quase todos os canais de televisão do país.

Uma coisa interessante e vale ressaltar, que a maioria dos deputados que votaram na câmara e incluindo o próprio presidente da mesma  estão envolvidos até pescoço em vários processos de corrupção. O processo de impeachment contra a presidente foi feito com base em uma acusação de maquiar dados fiscais nas contas do governo. As chamadas “pedaladas fiscais” (prática de atrasar repasses a bancos públicos para o pagamento de programas como o Bolsa Família ) realizadas em 2015, nada muito grave, pelo menos em comparação com outros políticos que estão soltos por aí e sem processo de cassação .

Embora atualmente seja apenas um pedido de afastamento com motivações políticas, a presidente não cometeu nenhum outro crime até o momento. Na minha modesta opinião, esse tipo de ação poderia até render um processo contra a presidente e obrigá-la a pagar uma indenização aos cofres públicos, não um afastamento imediato.

O fato é que a presidente cometeu muitos deslizes nos momentos em que falou abertamente ao público, durante os vários pronunciamentos oficiais. Mas ela é acusada informalmente por todos de ser incompetente e fazer vista grossa aonde não deveria, ou seja, ser conivente com a corrupção do nosso país e não fazer absolutamente nada para mudar, talvez esse seja o seu maior crime no momento: a incompetência total para ser presidente do país e não manter um diálogo com câmara e com o senado ativamente.

Eduardo Cunha (presidente da câmara do deputados), está envolvido em processos da investigação da Lava a jato, onde foram encontradas contas no exterior em seu nome, contendo dinheiro incompatível com seu ganho monetário e outras acusações. Não se sabe o por que de ainda não ter sido cassado, ou já ter se realizado um processo de cassação contra ele, pois há indícios mais do que suficientes para isso. Este poderá ser o novo vice-presidente da república, caso a Dilma caia.

O fato é que se a Dilma cair, o Michel Temer também poderá cair também, ainda mais que o atual vice-presidente está envolvido em muitos processos judiciais e crimes de corrupção, incluindo indiciamentos na investigação da Lava a Jato.

Então poderemos ter na nossa história três processos de impeachment em sequência: o primeiro contra a Dilma Rousseff, outro segundo contra Michel Temer e o terceiro contra Eduardo Cunha, já pensou nisso?

Vamos aguardar e ver o que se sucederá nos próximos dias, a análise do pedido seguirá para o senado, se aprovado aí sim teremos de fato o afastamento definitivo da presidente.

por Ojuara Tiradentes Anonymous

 

No Brasil a qualidade do ensino das escolas é ruim, correto? Esta afirmação está parcialmente correta, mas também está parcialmente errada.

Aí você me pergunta, como pode estar uma afirmação certa e errada ao mesmo tempo? Calma, eu já vou explicar logo abaixo.

Primeiramente existem quais tipos de escolas e quem as mantêm? Existem atualmente as escolas particulares, das quais são mantidas por dinheiro de particulares que pagam do próprio bolso e as escolas públicas financiadas e mantidas pelo dinheiro dos impostos que pagamos. Das escolas públicas, podemos subdividir em escolas geridas independentes por município, por estado e pelo governo federal.

Resumindo, então temos:

  • Escolas particulares (mantidas por particulares, de investimento privado);
  • Escolas públicas (que são mantidas com o dinheiro dos impostos pagos por todos nós brasileiros, com dinheiro público).

Das escolas públicas, temos a seguinte divisão:

  • Escolas municipais (mantidas por uma prefeitura com verba da própria cidade, do qual é responsabilidade direta do prefeito da cidade ao qual pertence).
  • Escolas estaduais (mantidas pelo governo de um dos estados da federação, que é de responsabilidade direta do governador do estado ao qual pertence).
  • Escolas federais (mantidas pelo governo federal, que é de responsabilidade direta do presidente da república do nosso país).

As escolas particulares são ótimas, onde os professores são valorizados, há possibilidade de progressão de carreira, o ensino é forte.

As escolas municipais, cada uma delas tem um estatuto definido pelos municípios ao qual pertencem, então é difícil tratar de forma genérica, variando a qualidade do ensino de cidade para cidade, de escola para escola.

As escolas estaduais (que são em grande maioria massiva no nosso país), são escolas consideradas de médias a péssimas, dependendo do estado onde se encontram, não há uma valorização dos professores e estes não possuem qualquer incentivo de progressão de carreira, além do ensino deixar muito a desejar na maioria delas.

As escolas federais (que tem aumentado em quantidade com o passar dos anos), são escolas excelentes, os professores são valorizados e possuem progressão de carreira, o ensino é forte.

Em escolas onde há progressão de carreira para os professores, estes são incentivados a estudarem e a melhorem cada vez mais, permitindo que assim suas aulas estejam cada vez melhores com o passar do tempo, em consequência disso, o ensino poderá melhorar cada vez mais.

Então caros leitores, se vocês querem culpar alguém por uma qualidade de ensino ruim, culpem os verdadeiros culpados. Não adianta nada arrancar um presidente do poder e manter o mesmo governador de antes ou o mesmo prefeito de antes. Lembrem-se que a maioria das escolas públicas são de responsabilidade dos governos dos estados em que estão, portando se vocês querem culpar alguém por uma qualidade ensino ruim, culpem o governador do seu estado, pois este de fato é responsável por ela.

E não se esqueçam de que os governos dos estados são independentes, ou seja: cada um trabalha sem a intervenção direta do governo federal.