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Último debate realizado dia 24/10/2014.

No último debate entre os presidenciáveis no segundo turno, realizado pela Globo, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) voltaram a elevar o tom e debateram corrupção, mas sem resvalar para os ataques pessoais, como fizeram no embate no SBT.

Eles usaram informações e fizeram declarações que não correspondem à realidade como ela é. A equipe da Folha relata, abaixo, quais foram as falhas dos presidenciáveis.

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DESEMPREGO

  • Dilma diz que o Brasil é destaque no mundo pelo desemprego baixo, mas a taxa brasileira é semelhante ou superior às de países como China, Japão, Áustria, Suíça, México e outros.
  • Os 11 milhões de desempregados no governo FHC mencionados por Dilma foram apurados no censo do ano 2000. Em 2002, pesquisa do IBGE contou 8,1 milhões.

INFLAÇÃO

  • É falsa a afirmação de Dilma de que o governo FHC deixou uma inflação superior à que herdou. O IPCA (índice oficial de inflação) passava de 40% ao mês antes do Plano Real. Em 2002, último ano do tucano, foi de 12,5%.

EDUCAÇÃO

  • Aécio cobra Dilma por não ter cumprido a promessa feita em 2010 de construir 6.000 creches. O governo entregou 2.000. Por outro lado, não havia antes um programa federal de larga escala para construção de creches.
  • Aécio diz que o Prouni foi inspirado em um programa de Goiás. Nesta semana, porém, a coordenadora do programa de educação da campanha tucana, Maria Helena Guimarães, disse que a única coisa do governo do PT que ela queria ter criado foi justamente o Prouni.
  • A presidente Dilma diz que o governo FHC proibiu a expansão das escolas federais. Na verdade, ficou proibida a construção de unidades apenas pela União, deveria ser feita em conjunto com Estados e municípios. O governo Lula entendeu que essa lógica atrapalhava a expansão e passou a construir escolas técnicas apenas com verbas federais.
  • O tucano Aécio diz que o país tem uma posição vergonhosa nos rankings internacionais de educação. O país, de fato, está entre os últimos do Pisa (principal avaliação internacional), mas a situação vem desde o governo FHC. Em 2000 (governo FHC), o Brasil ficou em 32o lugar em leitura entre os 32 países avaliados. Em 2012 (governo Dilma), foi 55o entre 65 países avaliados.

ADMINISTRAÇÃO

  • Minas Gerais é, como diz Dilma, o segundo Estado mais endividado do país. No entanto, a dívida caiu de 263% para 166% da receita anual ao longo do governo tucano.
  • Aécio, que já prometeu reduzir o número de ministros dos atuais 39 para algo entre 20 e 22, ainda não detalhou que pastas serão extintas. No debate, ele promete “superministérios” da Agricultura e da Infraestrutura.

PREVIDÊNCIA

  • Depois de idas e vindas, Aécio se compromete com a revisão do fator previdenciário, que reduz os benefícios de quem se aposenta mais cedo, mas não apresenta a alternativa.
  • Dilma diz que o fator foi criado no governo FHC, o que é verdade, mas a administração petista manteve a regra.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

por Jair Stangler e Rodrigo Alvares

O penúltimo debate entre os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), foi marcado por pesada troca de acusações entre os dois. O encontro na TV Record na noite desta segunda-feira, 25. Questionada sobre sua ex-braço direito Erenice Guerra, a petista afirmou que ‘foi um fato importante’ o depoimento dela e voltou a citar o caso de Paulo Preto, dizendo que o ex-diretor da Dersa “levantou dinheiro público” para a campanha do tucano.

Segundo a petista, Paulo é “braço direito, braço esquerdo e talvez até a cabeça. Ele coordenou os principais projetos do Serra, Rodoanel, Marginal e Jacu-Pêssego. E aí quando cai viga, ele diz que isso é ‘competência”‘. “Ela levanta essa questão para dizer que em política é todo mundo igual. Não é não. Ela teve como braço direito uma senhora, a Erenice, que montou um amplo esquema de corrupção na Casa Civil.” Serra afirmou que Dilma foi testemunha de defesa do José Dirceu no caso do mensalão.

Outro tema destacado pelos oponentes foi a política de privatizações nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula.  Para Dilma, “após a descoberta do pré-sal, o governo suspendeu todos os leilões e que só a Petrobrás tem direito a explorar o pré-sal. A diferença entre nós é que nós acreditamos que o Brasil tem competência para explorar o pré-sal e inclusive a Petrobrás tem condições financeiras para isso, como mostra o grande volume de recursos da capitalização”.

Serra respondeu mencionando concessões de petróleo a 108 empresas, “sendo 53 estrangeiras”. “Acho que a Petrobrás tem de ser fortalecida. Hoje, o Collor comanda operações da Petrobrás. Eu vou re-estatizar a Petrobrás, para não servir a interesses de grupinhos”, atacou.

Veja a transcrição do debate:

22h07 – Movimentação na TV Record é principalmente de jornalistas. Mas alguns políticos já começam a chegar. O governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), já está no local. Quem também se encontra no local é Levy Fidélix (PRTB), que, sem ser incomodado pelos repórteres, delicia-se com os quitutes oferecidos no coquetel para imprensa e convidados.

No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

22h38 – Aloysio Nunes (PSDB), senador eleito por São Paulo, chegou à TV Record e disse que, da parte de Serra, espera um debate de propostas. Da parte da candidata Dilma, espera as mentiras que tem falado por parte da campanha petista. “Inclusive a candidata adversária já falsificou o currículo três vezes”, disse. O tucano não quis responder sobre as novas denuncias de Paulo Preto que segundo as quais o ex-diretor da Dersa seria que a empresa que tem como sócios o genro e a mãe dele faria fornecimento para a Dersa e devolveu a acusação dizendo que o PT ainda não explicou de onde veio o dinheiro dos aloprados.

22h40 – A senadora eleita por São Paulo, Marta Suplicy (PT), disse não ter expectativas sobre o debate. Segundo ela, o debate tem vida própria. A senadora também comentou a denuncia da revista Veja, segundo a qual o atual secretario nacional de Justiça  Pedro Abramovay teria reclamado de ordens de Dilma Rousseff para produzir dossiês. “É uma vergonha, desta vez a Veja extrapolou”, afirmou.

22h42 – O ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger e o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, Michel Temer, também estão presentes na emissora. Temer disse acreditar que a candidata vai ‘puxar pelo pragmático’. Segundo ele, não interessa nenhum dos dois polemizar e disse que José Serra vai mencionar questões como o incidente ocorrido no Rio de Janeiro, no qual  o tucano atingido por um objeto. “Esse negócio de bolinha de papel e rolo de fita, eu não acredito que ele vai usar isso”, disse o candidato a vice.

23h12 – O mediador Celso Freitas começa o debate na TV Record. No primeiro bloco, cada candidato fará duas perguntas alternadamente.

23h14 – Dilma Rousseff faz a primeira pergunta para José Serra sobre os méritos do PAC e o que o tucano pretende fazer caso seja eleito: “Gostaria de saber seus novos projetos de investimentos para beneficiar o Nordeste”.

23h15 – Serra diz que o PAC é na verdade uma lista de obras, sem planejamento e entrosamento entre as obras, ‘com índice de realização muito pequeno’. O tucano afirma que a ferrovia Transnordestina foi ideia sua em 2002 e que ficou parada durante todo o governo Lula. “Meu projeto para o Nordeste é um projeto de desenvolvimento, para fazer acontecer. Eu vou tocar e fazer acontecer.”

23h17 – “Eu acho, candidato Serra, que você está enrolando”, responde Dilma. “Se eu for eleita, se Deus quiser, eu sei como fazer essas obras. Todas essas quatro refinarias o seu amigo Velloso disse que é um absurdo serem feitas”.

23h19 – Serra afirma que Dilma não respondeu sua questão e volta a afirmar que o PAC é uma lista. Segundo ele, a Norte-Sul começou no governo Sarney e que a transposição do rio S. Francisco foi definida no governo FHC. “Tem refinarias que nem saíram do chão. Um acordo esquisito com o Chávez. Quando a gente olha caso a caso, ou não se fez, ou é uma fantasia.”

23h21 – Serra questiona Dilma sobre banda larga, “que agora ela diz que é um grande negócio”.

23h22 – Dilma diz que vai responder depois e que quem sabe das obras do Nordeste é a população do Nordeste. Diz que banda larga nada tem a ver com telefonia e afirma que 65% das escolas tem banda larga, e só não é mais “porque São Paulo não entrou no programa”.

23h24 – “Para mim, o problema da candidata é de gestão. Refinarias como ela disse, não existem. A Dilma tem até um certo desdém pelo Nordeste”, diz Serra. “O Brasil ficou atrasado oito anos na banda larga. Todos os países importantes fizeram planos e a Casa Civil não fez”.

23h25 – Com mensagem subliminar, Serra diz que é “esquisita” parceria do governo petista com Chávez para obras.

23h26 – Dilma afirma que ‘foi um fato importante’ o depoimento da Erenice e volta a citar o caso de Paulo Preto e diz que o ex-diretor da Dersa levantou dinheiro público. “E voltando ao Nordeste, você realmente não conhece o Nordeste.”

23h28 – Dilma pergunta sobre o a Ação de inconstitucionalidade que o DEM impetrou contra o ProUni. “Essa história de ProUni é outra enganação deles”, responde Serra. “Seja na questão financeira, seja no social, o PT inventa”.

23h29 – Serra diz que “essa história do ProUni é outra das enganações  que estão sendo usadas”. Diz que vai manter e aprimorar o programa e acusa o PT de inventar coisas contra ele. Lembra que seu vice, Indio da Costa, trabalhou para aprovar a Ficha-Limpa. Sobre o Paulo Preto, diz considerar o apelido do ex-diretor da Dersa racista e que se tivesse acontecido algum crime seria contra a campanha.

23h31 – Dilma: “A Polícia Civil de SP poderia investigar o fato de que ele foi preso por receptação. A atitude do governo de investigar e punir é que importa. Tem gente que considera a pessoa que fez o malfeito uma coisa boa”.

23h33 – Serra: “voltando à questão do Paulo Preto, ela levanta essa questão para dizer que em política é todo mundo igual. Não é não. Ela teve como braço direito uma senhora, a Erenice, que montou um amplo esquema de corrupção na Casa Civil.” Serra afirma que Dilma foi testemunha de defesa do José Dirceu no caso do mensalão.

23h35 – Serra diz que está há 40 anos na vida pública e tem uma vida limpa.

23h36 – Dilma faz graça com o ‘trololó’: “quando ele fica pressionado, ele fala trololó, mas ele está enrolando”. Ainda segundo a petista, Paulo Preto é “braço direito, braço esquerdo e talvez até a cabeça. Ele coordenou os principais projetos do Serra, Rodoanel, Marginal e Jacu-Pêssego. E aí quando cai viga, eles diz que isso é ‘competência’”.

23h37 – “Eu nunca vi viga cair e ser exemplo de gestão”, afirma Dilma, sobre os acidentes durante a construção do Rodoanel em São Paulo. “Todos viram que ela não respondeu a pergunta sobre saúde”, replica Serra, que aproveita para prometer a construção de policlínicas. “Vamos multiplicar os hospitais regionais”, diz o tucano, que promete unidades em diversos estados do Nordeste. “Quanto aos malfeitos, a Dilma está enrolada neles”, finaliza Serra.

23h40 – “Serra não respondeu se vai pedir pro vice dele para retirar a ação contra o ProUni”, declara Dilma. 23h40 – Na tréplica, Dilma diz que Serra não respondeu se o Serra vai tirar a ação de inconstitucionalidade contra o ProUni. Sobre saúde, Dilma diz que vai ampliar o pronto-atendimento do SUS e que vai criar clínicas especialidades, além de criar o programa “Mãe Cegonha”, para cuidar de mulheres grávidas. Promete um sistema de prevenção e tratamento do câncer espalhado pelo Brasil.

23h42 – Primeiro bloco acaba com aplausos tímidos.

23h48 – No intervalo, senador Sérgio Guerra (PSDB), repercute o primeiro bloco: “Os temas foram citados sem respostas. Houve acusações no meio, mais da parte da Dilma. Ficou uma conversa meio sem nexo”.

23h51 – Serra: “Dilma tem dito mentirosamente que eu pretendo privatizar o pré-sal. No entanto, ela foi presidente de o Conselho de Adminstração da Petrobrás e entregou-a a 108 empresas estrangeiras”. Serra não consegue terminar a pergunta a pergunta e reclama que não consegue ver o tempo ao mediador.

23h52 – Segundo Dilma, o pré-sal é um bilhete premiado. Diz que após a descoberta do pré-sal, o governo suspendeu todos os leilões e que só a Petrobrás tem direito a explorar o pré-sal. “A diferença entre nós é que nós acreditamos que o Brasil tem competência para explorar o pré-sal e inclusive a Petrobrás tem condições financeiras para isso, como mostra o grande volume de recursos da capitalização”.

23h54 – Quando a Dilma comendava o conselho da Petrobrás, ela entregou a concessão para 108 empresas. Se isso é privatizar, então isso é privatizar petróleo. Eu nem defendi o sistema de concessões no caso do pré-sal. A candidata tem uma certa dificuldade em entender isso porque eu não penso com a cabeça dos outros. Eu não digo trololó quando eu estou irritado, eu digo quando eu acho engraçado”.

23h56 – Serra volta a reclamar do cronômetro, que não aparece para ele. Dilma enaltece a descoberta do pré-sal. “O senhor Serra e o senhor FHC fizeram uma regra para o petróleo de baixa qualidade que havia antes. Quando nós descobrimos o pré-sal, um bilhete premiado, nós mudamos a regra, decidimos que isso era do povo brasileiro, para investir em educação, em cultura.”

23h58 – Dilma fala para Serra que “o nosso governo governo criou quase 15 mi de empregos formais. Eu pergunto para o candidato: o que você pretende fazer para não repetir o desastre do governo anterior?”.

23h59 – Serra: “eu duvido que alguém tenha entendido o que a candidata Dilma diz. Mas  se fosse ver quem privatizou mais, eles fizeram mais de 100 concessões de petróleo. Acho que a Petrobrás tem de ser fortalecida. Hoje, o Collor comanda operações da Petrobrás. Eu vou reestatizar a Petrobrás, para não servir a interesses de grupinhos.”

0h02 – Dilma: “Você ficou caladinho quando mudaram o nome para Petrobrax. Chegaram a tirar a bandeira da petrobrás. Privatizar a Petrobrás é um absurdo, sim e seu partido quer isso. Você diz que pensa por si só, mas então está no partido errado. Eles querem privatizar o filé da Petrobrás”.

0h03 – Serra, na tréplica: “Dilma diz que eu minto. Ela que é uma profissional nessa área.” Diz que não houve troca de nome e que houve essa ideia de mudar para Petrobrax no governo FHC, mas que isso era uma ideia tola.  Afirma que a Petrobrás fez concessões a 108 empresas, “53 delas estrangeiras”. “Ela inventa, fabula. Como não tem como atingir, pela minha retidão, ela fica inventando coisas.”

0h05 – Serra pergunta a Dilma o que ela pretende fazer sobre segurança pública no Brasil caso seja eleita.

0h06 – Dilma se mantém no tema Petrobrás e diz que “o nível de agressão pessoal do adversário é elevado”. Volta a dizer o petróleo do pré-sal é de alta qualidade contra o de baixa qualidade que havia antes. “Não consigo entender porque alguém pegaria um bilhete premiado e jogaria fora”.

0h08 – Sobre segurança, a petista diz que vai aliar ação repressiva, com Pronasci e PAC. Promete valorizar policiais e construir mais presídios de segurança máxima.

0h10 – “A candidata nem refuta que o Collor de Melo comanda a Petrobrás em troca do apoio dele”, diz o tucano. Serra volta a falar na criação do Ministério da Segurança Pública para “tomar conta das nossas fronteiras”. “Eu vou fazer um ministério para cuidar disso de verdade, e não com disco voador”.

0h11 – Dilma se atrapalha ao falar da ‘política para presídios’ e parte da plateia ameaça rir. Ela afirma que é preciso separar os verdadeiros criminosos, as lideranças do crime, da massa carcerária. “Outro problema, muito sério, é o policiamento das fronteiras. Ridicularizar veículos não tripulados é uma tolice. Desprezar a Força Nacional também não é correto.”

0h12 – Dilma pergunta sobre o desmatamento: “Propusemos metas para o controle da emissão de gases. Quero saber a opinião do candidato Serra sobre o nosso plano para isso”.

0h13 – Serra diz não ter ridicularizado nenhum veículo. “O que eu disse é que esse veículo, que a Dilma diz que vai fiscalizar a fronteira, esse veículo não existe, não está funcionando, ninguém sabe como fazer funcionar.” Serra diz ter feito em seu governo no Estado de São Paulo a melhor lei para mudança climática do hemisfério sul, “a terceira melhor do mundo”, segundo ele.

0h16 – Dilma: “Eu queria destacar que nós definimos uma redução até 2020. Integra essa proposta até 80% do desmatamento na Amazônia. Tivemos uma grande queda nos índices do desmatamento. Mantemos toda nossa política de enrgia renovável. Quero dizer que tenho compromisso claro com essas metas que nós assinamos. Além disso, queria destacar, voltando à Petrobrás, que não houve a mudança do nome porque o povo reagiu”.

0h17 – Serra diz que Dilma está fantasiando e nem lembra dessa época da mudança de nome. Afirma que irá fazer ‘desamatamento zero’ na Amazônia. Diz que é falso que a petista tenha limpado a matriz energética. “Ficou mais suja”, afirmou. Serra acusa ainda o governo de financiar a expansão da pecuária e diz que Dilma foi contra o Brasil participar de fundo internacional contra a mudança climática.

0h24 – A senadora Marta Suplicy (PT), durante o intervalo, avaliou que “o segundo bloco foi ainda pior que o primeiro para o candidato tucano.” Segundo ela, ele está “extremamente agressivo, isso não acrescenta nada para ele. Ele faz um tom de voz para tentar desqualificar. Ela conseguiu explicar a questão da Petrobrás e do pré-sal e ele tentou desqualificar. Ficou ruim para ele. É muita arrogância. É igualzinho a quando ele concorreu comigo”.

0h25 – Começa o terceiro e último bloco. Cada candidato fará uma pergunta ao outro. O primeiro a perguntar será José Serra. Serra se diz preocupado com o fato do governo dar dinheiro ao MST. “Dilma vestiu o boné e depois tira o boné”. Pede que ela comente sobre isso.

0h28 – “Candidato, eu não acho que seja excessivo pedir mais humildade da sua parte. Não se governa com desdém. A soberba não conduz a bons resultados. Nós somos a favor da reforma agrária no País. sabemos que o MST tem a sua política e o governo federal tem o dele. Nós não tratamos eles na base do cassetete. Aliás, as invasões de terrras diminuíram no governo Lula e com certeza diminuirão no nosso. Sempre tivemos conflitos, mas sempre estabelecemos diálogos”.

0h31 – Serra diz que Dilma é contraditória com relação ao MST e afirma que o governo FHC fez mais pela reforma agrária que o governo Lula. “Uma coisa é a reforma agrária, outra coisa é usar a reforma agrária para a violência, para quebrar a ordem jurídica.”

0h34 – Dilma: “Você prometeu par ao eleitor paulista. Mais do que prometer, registrou em cartório. Em matéria de proposta, fica muito complicado para você falar qualquer coisa. Aliás, eu nunca fui a favor de tudo do MST. Nós fizemos um programa de eletrificação rural que beneficiou os pequenos agricultores que os fez sair da idade média. Temos assistência técnica e que vou expandir. O que não é justo é você achar que o MST é questão de polícia”.

0h36 – Dilma pergunta para Serra sobre política para emprego. “Isso ele não responde”. Cita números do governo Lula e pergunta qual a proposta de Serra para essa área.

0h38 – “Uma das principais questões que eu fiz quando fui ministro da saúde no governo FHC foi a criação de empregos. Por outro lado, no que se refere ao futuro é inverter a tendência que a Dilma marcou nesse País, que é a baixa taxa de investimentos do Brasil. Precisa investir na infra-estrutura até para evitar o aumento descontrolado de preços”, replica Serra.

0h40 – “A política econômica que a Dilma defende é a dos juros siderais”, responde Serra, que cita a falta de investimentos em transporte coletivo. “Ela confunde formalização com fiscalização de emprego. Não é que gerou 3 vezes mais emprego.”

0h42 – Dilma termina lamentando que por vezes o debate tenha perdido o nível de qualificação que se espera. Destaca o crescimento do País. Fala do crescimento do Sul e do Sudeste e do Nordeste “crescendo a taxas chinesas”. “Quero ser uma servidora do povo brasileiro. Meu olhar principal é para as pessoas. Estou preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil.” Candidata é aplaudida.

0h44 – Serra: “Queria agradecer à Record, à candidata Dilma pela presença, e agora a população pode comparar. Essa é uma eleição decisiva. Presidente será a Dilma ou eu. O Lula não estará mais lá. O que eu quero ao Brasil? Eu quero não à intolerância. Quero a união de todos os nossos estados. Sempre fui identificado com todas as regiões do País. Quero um Brasil onde a verdade prevaleça na vida pública. Eu ofereço o meu passado de lutas, como secretário, ministro, prefeito, governador, e juntos vamos chegar a um Brasil mais solidário”. Termina o debate na TV Record.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/

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Na minha opinião, faltou regras importantes no debate, como por exemplo: jornalistas fazendo perguntas, a de os candidatos deviam estarem falando dos temas perguntados e não fugir do assunto com outro tema diferente.

Para mim os dois candidatos perderam no debate, ficando aquela sensação de “eu vou ter que votar em um dele puxa vida”, está um dos motivos porque muitos votarão em branco ou anularão o voto. Os dois fizeram uma roleta russa com dois revólveres, e os dois atiraram em si mesmos.

por AE – Agência Estado

No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite (25/10/2010, segunda-feira), na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês “contra quem atravessasse o caminho do governo”. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou “peremptoriamente” a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: estadao.com.br

Assessores dos candidatos ressaltam importância do encontro, na noite de domingo

Divulgação, R7, Agência Estado

Presidenciáveis participam de debate decisivo no domingo

Do R7

O debate entre os candidatos à Presidência da República que a TV Record vai promover no próximo domingo (26), às 21h, e que será transmitido ao vivo pelo R7, pode decidir se as eleições deste ano terminam no primeiro ou avançam para o segundo turno, avaliam os coordenadores das campanhas dos candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que participarão do encontro.

Todos são unânimes em afirmar que, por se tratar de um encontro às vésperas da eleição (marcada para o dia 3 de outubro), o debate de domingo pode interferir decisivamente no voto de quem assistir ao embate entre os candidatos.

Um dos principais coordenadores da campanha petista, o deputado federal José Eduardo Cardozo (SP), afirmou ao R7 que Dilma estará preparada para os “ataques” dos adversários, uma das táticas que podem ser usadas para tentar diminuir a vantagem da petista nas pesquisas.

– Vai ser um debate importante porque estamos na reta final da campanha. Nossa esperança é que seja um confronto de ideias e não de desqualificações, como as que vêm sendo praticadas pelos nossos adversários. Nossa candidata fará um debate de nível.

Já a senadora Marisa Serrano, vice-presidente do PSDB, disse que o debate entre presidenciáveis na reta final da campanha será fundamental para que os eleitores avaliem melhor os principais candidatos para, assim, escolher em quem votar.

– Estamos na reta final, este debate pode ser decisivo para as campanhas.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL), que coordena a campanha de Plínio, disse que o debate “tem uma importância fundamental e estratégica”

– A TV Record aparece em um momento decisivo. O Plínio vai aproveitar o debate para mostrar que o PSOL é o partido Ficha Limpa.

João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina Silva (PV), avalia que o debate da Record pode ser um dos mais importantes porque ocorre em um momento de mudança no quadro eleitoral, com um crescimento da candidata verde nas pesquisas.

– Será o primeiro debate em rede nacional com grande alcance.

De acordo com ele, Marina está em seu melhor momento e deve ter um desempenho muito bom no debate.

– Ela tem tido coerência desde o início da campanha, não fez movimentos eleitoreiros ou demagógicos. Esperamos que esse momento seja de uma virada na disputa.

Fonte: r7.com

original escrito por Júlia Duailibi e Rodrigo Alvares

A quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas ao candidato tucano à Presidência, José Serra, deve dominar o debate Rede TV!/Folha a partir das 21h de hoje, na sede da emissora, em Osasco (SP). Será o primeiro encontro dos dois principais candidatos ao Planalto, Dilma Rousseff (PT) e Serra, desde a eclosão do caso.  Além de Dilma e Serra, estão confirmados os candidatos Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

O debate será dividido em cinco blocos, sendo três com confronto direto entre os candidatos e outros dois com perguntas de jornalistas. Participarão Renata Lo Prete, editora do “Painel” da Folha, e Patrícia Zorzan, repórter especial da Rede TV!.

20h28 – O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, chega à emissora. Também estão no estúdio o candidato a vice na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB), Aloizio Mercadante – que disputa o Palácio dos Bandeirantes pelo PT, Marta Suplicy e Marco Aurélio Garcia.

20h36 – “Espero debate de alto nível, que possa esclarecer a população sobre os principais projetos que a gente tem apresentado”, diz a candidata Dilma Rousseff.

20h47 – Marina Silva (PV): “Estamos diante de uma crise política que o tempo todo está sendo colocada para a opinião pública”.

20h49 – José Serra (PSDB) acabar de chegar à Rede TV!. Ele diz que tem grande expectativa para o debate: “Essa é uma eleição que vai decidir o nosso destino por muito tempo”.

20h54 – O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, já está no estúdio.

21h08 – Serra ficou reunido até agora há pouco com assessores se preparando para o debate.

21h10 – Vai começar o debate entre os principais candidatos à Presidência da República.

21h11 – O jornalista Kennedy Alencar inicia o debate.

21h13 – Dilma é a primeira a responder à pergunta:  “Quais são o maior fracasso e o maior sucesso do governo Lula?” Nós diminuímos a miséria do Brasil. Fizemos uma verdadeira revolução na educação. Eu terei de garantir que o Brasil tenha um maior desenvolvimento. Nós governamos para 190 milhões de pessoas”, responde.

21h15 – “O maior sucesso do governo Lula foi não atirar o Plano Real pela janela”, diz Serra. “O maior fracasso foi o mensalão, o dossiê dos aloprados, essa história da Receita”.

21h17 – Plínio: “Eu não sei em que País vive a Dilma. O Bolsa-Família não é um direito, é um programa. A Dilma já deu toques de que vai fazer cortes quando assumir o governo”.

21h18 – Eu vejo nas duas questões dois perigos: tanto nos sucessos quanto aos fracassos, diz Marina. No que concerne ao sucesso, Marina cita os programas sociais. “Lamentavelmente, ainda temos 15 milhões de analfabetos. Tivemos um grande retrocesso na política”.

21h23 – Dilma pergunta para Marina: “Quais suas propostas para que eliminemos a miséria no País?”. “No que concerne a política social, o Bolsa família vai ser mantido. Precisamos de uma inclusão social melhorando a visão que as pessoas têm, minha proposta de política social é uma mistura das duas coisas”. Na réplica, Dilma diz trazer uma “boa notícia”: “Hoje, o Brasil é responsável por ter tirado 28 milhões de pessoas da miséria. O Brasil precisa gerar um volume de empregos para quem está abaixo da linha da pobreza possa entrar no mercado de trabalho.

21h24 – Marina responde a Dilma que tem insistido muito em debater o Brasil. “Tem sido uma vergonha o investimento em saneamento no Brasil”.

21h28 – Plínio pergunta para Dilma sobre o déficit habitacional: “O governo do presidente Lula contruiu um programa chamado Minha Casa, minha vida”, diz a petista. “Hoje nós temos contratados na Caixa 600 mil novas moradias. Propusemos no PAC 2 a construção de mais 2 milhões de moradias”. “Não respondeu minha pergunta sobre o aluguel compulsório na Inglaterra. Só expôs o que o governo fez. Topa ou não topa?”. “Falo em subsídio, Plínio”, responde Dilma. O Brasil precisa de ativar a construção civil.

21h29 – Marina pergunta para Dilma: “As manchetes dos jornais não tiram os escãndalos de corrupção. Por que esse atraso ético?”. “Eu queria dizer, Marina, que  nós participamos do mesmo governo. Demos um grande retorno à Polícia Federal”, afirma a petista. Citou o caso do Amapá: “Dentro da política do presidente Lula do doa a quem doer”.

21h32 – Na réplica, Marina diz: “É a primeira vez que eu escuto a ministra Dilma dizer que participei deste governo. Parece que ela fez tudo sozinha”. A diferença é que precisamos parar de banlizar esse tipo de atitude”. Dilma: “Sempre reconheci que você fosse do governo do presidente Lula. Acho importantíssimo que tenhamos reforçado a Polícia Federal. Acho que a questão ética precisa de instituições transparentes”.

21h35 – Serra pergunta a Plínio: “O que a Marina perguntou a Dilma foi sobre a PF? “Aqui temos a cultura do bom-mocismo. Esse assunto dessa sujeirada não me interessa nessa campanha. Acho que o Zé não terminou a pergunta dele. Nós precisamos discutir propostas concretas e não se um aloprado foi preso ou não”, responde. Serra: “É assunto do governo, do PT. A democracia deles é para proteger os aliados deles”.

21h38 – “De fato, é um problema da democracia. O triste é o debate se distanciar disso”afirma Plínio. Dilma pediu direito de resposta, que foi negado. Fim do primeiro bloco.

21h41 – Começa o segundo bloco. Os candidatos responderão a perguntas de jornalistas. Patrícia Zorzan a Marina: “A senhora acha viável que quem vem da classe C se contente com o crescimento sustetável?”. “É impossível imaginar que vamos estimular as pessoas a fazer o consumo predatório. O problema é que uma boa parte dos políticos têm uma visão equivocada do desenvolvimento”.

21h45 – Renata Lo Prete questiona Dilma sobre reportagem da revista Veja “A senhora colocaria a mão no fogo por Erenice Guerra?”. O que tem se colocado nos jornais é uma acusação ao filho da ministra. Se houve tráfico de influência, tem de ser incestigado. Eu não concordo e não vou aceitar que me julguem por causa do fez o filho de uma ex-assessora minha. Isso cheira a manobra eleitoreira feita sistematicamente contra mim”.

21h47 – Zorzan a Plínio: “O povo brasileiro vai ter de pagar a conta do seu socialismo”. “Não. Uma propiedade é feita para cumprir uma função social. As pessoas que me escutam entendem isso. O povo brasileiro não pagar, vai receber de volta”.

21h51 – Lo Prete questiona Serra de que ele teve indícios das violações quando liderava as pesquisas: “As pessoas não podem pensar que o senhor usou esse episódio para se recuperar nas pesquisas?”. “Claro que não. O que eu deveria fazer? Agradecer ao PT? Esse trabalho todo foi trazido pelo Fernando Pimentel, homem de confiança da Dilma. Esse assunto é importante para a democracia”. Dilma pediu direito de resposta. Fim do segundo bloco.

21h54 – Pressão no intervalo: petistas e tucanos pressionam mediador por direito de resposta.

21h57 – Dilma ganha o direito de resposta: “O meu adversário quer ganhar no tapetão, virar a mesa da democracia. Vou manter o alto nível da eleição e não vou passar para a história como uma caluniadora”.

21h58 – Serra tem direito de resposta por ter sido chamado de caluniador. “Essas questões não se resolvem com brabeza. A Casa Civil é um foco de problemas”. Cita José Dirceu e encara Dilma: “Vai pedir direito de resposta para isso também?”

21h59 – Plínio pergunta a Dilma se vai revogar o veto que limita o investimento em educação. “Nós tivemos um redução das txas de analfabetismo, mas não é o suficiente”, diz a petista. “O governo Lula voltou a investir em universidades e pré-escolas”. Curioso, porque quem ajudou a vetar esse projeto foi o FHC e quem manteve malandramente foi o presidente Lula. Você faz um pacto comigo para terminar o ‘Bolsa-Banqueiro’”?. “Fizemos a volta das escolas técnicas, que o governo anterior não fez”, responde Dilma.

22h04 – Serra pergunta para Dilma sobre a posição “carinho e amizade” com o presidente do Irã. “Diante do que se aconteceu no Iraque e no Afeganistão, não devemos reolver isso com o fígado. Vimos que certos tipos de guerra não ajudam na pacificação daquelas regiões”, afirma a petista.

22h07 – “Dilma, as pessoas do Brasil sabem que eu não sou nem caluniador nem evasivo. No seu caso, realmente, não dá para dizer. Acho que no caso do evasivo, já está provado. Eu perguntei por que vocês têm essa posição”. Dilma: “Acho que as pessoas não podem ser pretensiosas. Lamento profundamente as tentativas do meu adversário de me desqualificar. Não subestime ninguém, candidato. O Senhor não é melhor que ninguém”.

22h10 – Dilma pergunta a Plínio sobre as compras de navios pela Petrobrás. “É pegadinha. Não sei não vi. Vocês estão vendo o que o direito de resposta faz. Vocês me chamam de franco-atirador, mas estou aqui discutindo propostas sérias”. “Plínio, eu achei que estava levantando a sua bola”, responde Dilma. Explica que fez a pergunta porque o governo Lula parou de importar plataformas. Plínio: “De fato, eu não sabia. O que eu tenho procurado mostrar é que todos os 3 candidatos defendem o Real. Estamos dando visões de linha geral. É preciso dar 10% para melhorar a educação, eu quero saber quem está comigo?”.

22h15 – Marina pergunta a Serra sobre a política de desastres naturais. “Há uma verdadeira anarquia no governo federal quando se trata de assistência a tragédias. No caso de São Paulo, nós fizemos a lei de mudanças climáticas. Eu creio, de fato, que nem Estados e cidades estejam preparados. O governo federal está deixando o Brasil ser queimado. É preciso ter uma força que mapeie tudo”, respondeu o tucano. Fim do terceiro bloco.

22h21 – Começa o quarto bloco. Candidatos voltam a responder perguntas das jornalistas. Patrícia Zorzan questiona Serra sobre as críticas a Lula e ao fato ter usado a imagem do presidente em seu programa no horário eleitoral. “Eu não sou e nunca fui da estratégia do quanto pior, melhor. O Lula é uma pessoa que tem muita história, disputou eleições. O Lula poderia estar no meu programa, se fosse necessário.

22h25 – Renata Lo Prete pergunta a Plínio sobre o candidato ter falado que o Bolsa-Famíia ser uma “humilhação”. “Eu ouvi isso de uma papeleira e ela me pediu para sempre falar disso”.

22h28 – Zorzan questiona Dilma sobre o escândalo na Receita Federal e se o que está acontecendo é uma “coincidência”. “Sou radicalmente a favor da investigação. Agora, o que eu discordo é ligar esse vazamento a minha campanha. Não há nenhuma prova dessa conexão. A ilação é eleitoreira. Os vazadores não são só do PT”, responde Dilma.

22h30 – Lo Prete pergunta a Marina por que a população do Acre não apoia mais a sua candidatura. “É porque eles me conhecem bem demais. A escolha que eles fizerem será uma escolha respeitosa e consciente. Tudo o que eu sou devo à população do Acre”. Termina o quarto bloco.

22h35 – Começa o quinto e último bloco.

22h36 – Plínio pergunta a Serra sobre os recursos para a saúde que estão estagnados. “Como você vai elevar os investimentos?”. “Tem muita gordura no governo federal agora. Muito cabide de emprego e investimentos mal planejados. Vamos regulamentar e Emenda 29, que garantiu um piso mínimo à saúde, mas o governo Lula não tomou essa iniciativa”, diz o tucano.

22h39 – “Olha, isso é mágica. Abaixar o juro, reduzir o imposto e aumentar o PIB é mágica. Você vai reduzir esse gasto terrível da ‘Bolsa-Banqueiro? Você se compromete a acabar com o superávit?”, questiona Plínio. Serra: “A candidata Dilma defende essa política monetária. Eu, não. A saúde andou para trás no Brasil.

22h43 – Dilma indaga Marina sobre a desigualdade no campo. “Nós temos uma dívida histórica com os trabalhadores rurais”, diz a candidata do PV. “Não há investimento para os agricultores. Eu vou dar todo o incentivo para que se tenha uma reforma agrária justa”. Para Dilma, “uma das questões centrais é a questão técnica. Precisamos levar à região rural educação. Na tréplica, Marina diz que “no Brasil, temos agricultores de vários tamanhos”.

22h49 – Serra pergunta a Dilma sobre o saneamento no Brasil: “O que a candidata pensa sobre a tributação do saneamento?”. “Eu penso fazer o que fizemos nos últimos 5 anos com o PAC”, afirma Dilma. “Em SP, nós tivemos um grande investimento com as prefeituras. Queremos fazer um projeto de universalização do sanemento”. “A continuidade do que tem sido feito até agora seria ruim. Não houve investimento federal em São Paulo. É contabilizado como investimento aquilo que crédito da Caixa. E o pior é que aumentaram o imposto sobre o saneamento”, responde Serra. Na tréplica, a petista diz: “Agora vem falar que financiamento não é recurso?. Acho importante reduzir o imposto sobre o saneamento.

22h52 – “Que medidas serão tomadas para evitar violações de sigilos?”, questiona Marina a Dilma. “É fato que no Brasil já houve grandes vazamentos. Não creio que esse seja o último. Acredito que é importantíssimo preservar essa instituição (Receita Federal)”. É difícil não crer que está banalizado quando o próprio ministro diz que aquilo é corriqueiro”, responde a candidata do PV. Dilma: “Acho que a impunidade dá a sensação de que a pessoa pode fazer o que quiser. O que o Guido Mantega disse é que isso ocorre não só com o banco de dados da Receita Federal.

22h54 – Dilma Rousseff é a primeira a fazer sua consideração final. Cita o nascimento de seu neto, Gabriel: “Temos uma perspectiva de futuro para os jovens, para os pais e para as crianças do Brasil”

22h55 – Marina Silva: “Eu espero que depois do que aconteceu aqui, fique claro que nós precisamos de um segundo turno”.

22h57 – Plínio: “Eu entro nessa campanha porque o meu partido quer que a população ouça outras propostas”.

22h58 – Serra: “Toda a energia que eu tenho nessa campanha vem do meu contato com as pessoas. O que eu tenho a oferecer é o meu valor democrático. Isso é o que ofereço, tirar as coisas do papel”. kennedy Alencar encerra o debate.

Fonte: estadao.com.br

Quinta-feira, às 22:00 hs, no canal TV Bandeirantes, haverá o  debate 1º debate com os canditados que concorrerão ao cargo de Presidente do nosso amado Brasil.

Além de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) – os dois candidatos mais bem colocados nas últimas pesquisas de intenção de voto -, o debate contará também com a participação de Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Durante a campanha estão previstos outros três debates organizados por emissoras de televisão: “RedeTV” (12 de setembro), “Record” (28 de agosto) e “Globo” (30 de agosto).

Fonte: noticias.terra.com.br