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Os candidatos a presidente pelo PSDB, José Serra, e pelo PT, Dilma Rousseff, fizeram um debate burocrático e sem confronto nesta sexta-feira, 29, na Globo. O encontro, que aconteceu nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, foi o último antes do segundo turno, que acontece no próximo domingo, 31.

Com um formato diferente de todos os outros nove encontros, os candidatos responderam a perguntas de eleitores indecisos e não puderam fazer perguntas um ao outro. Foram feitas 12 perguntas ao longo dos três blocos, respondidas por um candidato, comentada pelo adversário e com direito à tréplica. Os candidatos evitaram se agredir, como aconteceu em outros debates e sempre elogiaram as perguntas dos eleitores. Além das acusações, a discussão sobre privatizações também se tornou ausente do debate.

Ao final do debate, Dilma lamentou a ‘campanha suja’ de que foi vítima na internet, mas afirmou ‘não guardar mágoas’. A petista admitiu ainda que há problemas na saúde depois de Serra, ex-ministro da pasta, ter afirmado que a saúde “andou para trás” no governo Lula.

Se o formato acabou levando a um debate burocrático e sem emoção, por outro lado, acabou levantando preocupações dos eleitores.

Um dos temas debatidos foi a questão da informalidade. Segundo Serra, 50% da força de trabalho brasileira está na informalidade. O tucano prometeu investir em crédito para a população e em cursos profissionalizantes. Dilma citou a criação de de 15 milhões de empregos formais durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que dará continuidade a essa política, além de seguir com sua política de crédito para micro-empreendedores. Serra disse ver risco de o crescimento do País ter o efeito de vôo de galinha, ou seja, não ser sustentável, o que foi negado pela petista.

A alta carga tributária foi outro tema debatido pelos candidatos. Citando a alta arrecadação, Serra afirmou que a arrecadação cresce em função da alta carga tributária, enquanto para Dilma a arrecadação cresce junto com a própria economia. “a gente que crescia 2%, hoje a discussão é se vamos crescer 7, 7,5 ou 8%”, afirmou a candidata governista. Ambos se comprometeram com a redução da carga tributária e a melhoria dos serviços públicos. Os dois também se comprometeram a desonerar a folha de pagamento das empresas.

O debate atingiu 25 pontos no Ibope (cada um ponto correponde a 55 mil televisores na Grande São Paulo). O debate da Record havia atingido 13 pontos.

21h40 – Chama a atenção na plateia a presença dos tucanos Verônica Serra, filha do candidato do PSDB, e Tasso Jereissati, que não compareceram aos últimos debates. Ainda do lado tucano, marcam presença na platéia o governador eleito do Paraná, Beto Richa, e o senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves. Os governadores de São Paulo, Alberto Goldman, e de Minas, Antonio Anastasia, também estão no estúdio. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o vice-governador eleito de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o vice de Serra, Índio da Costa, e o secretário da cidade de São Paulo Andrea Matarazzo completam o time tucano. No lado petista, o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o ex-ministro Mangabeira Unger compõe a entourage.

21h53 – A colunista Sonia Racy, que acompanha o debate da platéia, relata que o acirramento da campanha observado nos últimos dias não se reproduz dentro do estúdio, onde o clima é “estranhamente calmo”. Na avaliação de correligionários de Dilma e Serra ouvidos pela colunista, a razão para a calmaria é o formato do debate, em que as perguntas são feitas apenas pelos eleitores.

Para a senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP), o embate dificilmente terá grandes “brigas e disputadas, porque é o povo que vai estar perguntando”. Entre os tucanos, a avaliação é de que o impacto das últimas pesquisas desanima eleitor, mesmo que elas não retratem exatamente a realidade.

22h – José Serra foi o primeiro candidato a chegar.

22h01 – Também estão nos estúdios da Globo o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, o governado eleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT), o vice de Dilma, Michel Temer, e o senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves.

22h02 – Dilma entra acompanhada de seus coordenadores de campanha Antonio Palocci e José Eduardo Dutra, além do marqueteiro João Santana.

22h04 – Após se cumprimentarem, os candidatos são obrigados a repetir o movimento, à pedido dos fotógrafos.

22h07 – O marqueteiro Luiz Gonzalez conversa com Serra. Dilma espera de pé. Está vestida de verde musgo, quase cinza.

22h09 – Na primeira fila dos convidados de Serra: Mônica Serra, Alberto Goldmann, Jutahy Magalhães. Na primeira fila de Dilma: Sérgio Cabral, Marco Aurélio Garcia, Marta Suplicy, Tião Viana e Michel Temer.

22h14 – Começa o debate. O apresentador William Bonner apresenta os candidatos, que saúdam plateia e telespectadores.

22h15 – Eleitora pergunta para Serra quais as propostas de Serra para o funcionalismo público.

22h16 – Serra diz defender “a carreira e o concurso, a valorização dos profissionais de cada área”. Para Serra, o serviço público valorizado melhora a auto-estima de todo o País. O tucano afirma ainda que o servidor tenha aposentadoria integral.

22h18 – Dilma afirma que há tradição no Brasil de pagar o funcionalismo público. Diz que o governo Lula tem política de valorização de professores e de policiais. “Vou ter um compromisso muito forte com a questão da educação”, afirma. “Sou contra que mantenha serviços terceirizados na administração pública”, acrescentou.

22h21 – Serra afirma defender o mérito, “inclusive com bonificação”. Diz defender que o funcionário tenha uma boa folha de serviços para que ele possa ocupar um cargo comissionado. “Quando era ministro da Saúde, fiz isso com a Funasa.” Diz que o governo Lula revogou essa medida e que agora a Funasa se tornou poltizada.

22h23 – Eleitor de Porto Alegre pergunta para Dilma a proposta para a agricultura e para manter a ordem no campo.

22h23 – Dilma escolhe o segundo eleitor a perguntar. Robinson , de Porto Alegre, pergunta sobre agricultura. “No Rio Grande do Sul nós tivemos uma das melhores experiências em agricultura dos últimos anos, que é da agricultura familiar”, diz Dilma, que promete levar o programa para o resto do País. Ela atribui o sucesso a programas do governo federal, como o Luz Para Todos. “Temos que dar, para o filho do agricultor, as mesmas condições que damos para os filhos do morador das cidades”, diz Dilma. “Educação é nosso grande desafio”, diz ela, que diz esperar que o filho do agricultor volte para o campo como agrônomo ou veterinário, para trabalhar no campo.

22h26– Serra comenta a pergunta. Para ele, agricultura depende de renda, financiamento e infraestrutura. “Nós estamos tendo agora uma inflação de alimentos”, diz Serra, que critica o crescimento nos preços de artigos básicos do campo. “Portanto, ficar no campo, significa enfrentar essas questões”, completa.

22h28 – “Eu acredito que um dos melhores programas é a compra direta dos alimentos do agricultor”, diz Dilma. “Ele produz e tem quem compre direto”, completa a candidata, que promete ampliar o programa. Ela rebate Serra. “Esse aumento dos preços é sazonal. Isso aconteceu em outros momentos no Brasil, mas depois volta ao normal”, diz a candidata petista. “No pequeno agricultor está uma das principa…

22h29 – Eleitor do Distrito Federal pergunta a Serra sobre corrupção. Diz que há muita corrupção e questiona: “o que fazer para mudar?”

22h30 – Serra comenta a pergunta. Para ele, agricultura depende de renda, financiamento e infraestrutura. “Nós estamos tendo agora uma inflação de alimentos”, diz Serra, que critica o crescimento nos preços de artigos básicos do campo. “Portanto, ficar no campo, significa enfrentar essas questões”, completa. Serra diz que quando foi ministro da Saúde levou para membros do Ministério Público para acompanhar as ações do ministério. Ele cita a importância da imprensa e da Justiça para descobrir escândalos e punir. “O exemplo tem que vir de cima”, completa Serra.

22h32 – Dilma diz que o governo Lula profissionalizou a Polícia Federal e que foram investigadas pessoas mais graduadas. “É importante investigar e punir. Doa a quem doer. A Polícia Federal foi um instrumento importante no combate à corrupção. Outro instrumento importante foi a Controladoria Geral da União que investigou o caso das sanguessugas, não sei se você lembra”. A candidata cita ainda a atuação do Ministério Público.

22h34 – Serra volta a dizer que o exemplo, no caso da corrupção, deve vir de cima. “Quando o chefe do governo, o presidente, o governador ou o prefeito passa a mão na cabeça, o exemplo é péssimo”, diz Serra. “É evidente que todo mundo pode pecar”, acrescenta Serra. Ele defende que o controlador geral da república é um cargo de confiança do presidente e lembra casos em que responsáveis pela corrupção não foram punidos, como no caso dos aloprados.

22h37 – Eleitora conta história de tentativa de assalto de que foi vítima e pergunta a Dilma o que ela pretende fazer para melhorar a segurança no País.

22h37 – “Uma das questões graves no Brasil hoje é o da segurança pública”, diz Dilma, que diz discordar da visão de que a segurança púbica seja uma questão dos Estados. Ela cita programas do governo federal de formação de policiais. “Sobretudo, não pode haver a impunidade. Tem de haver a prisão e a punição”, diz Dilma, que promete investir em bases comunitárias de polícia.

22h40 – Serra diz que a segurança é assunto prioritário dos Estados, mas que o governo federal deve entrar nessa questão. Para o tucano, o governo federal deve policiar as fronteiras e impedir a entrada das drogas, “que financia o crime”. O candidato defende a criação do Ministério da Segurança. “A luta contra o crime deve ser nacional, até para que sejam trocadas informações entre os Estados. Tem de se fazer um banco de dados nacional de criminosos”.

22h42 – Dilma diz haver um cadastro nacional de criminosos e de presos no País. “O que estamos fazendo agora é juntar esses dois cadastros”, diz a petista. A candidata cita a criação da Força Nacional de Segurança Pública, que atua nos Estados no lugar do Exército, que “não tem especialização para atuar nas ruas”. Dilma defende ainda “um sistema de julgamento rápido”.

22h44 – Termina o primeiro bloco. Debate é morno. Dilma se atrapalhou com o tempo em quase todas as suas intervenções.

22h49 – Começa o segundo bloco. Eleitora do Rio conta que em sua região a população sofre quando chove e pegunta o que Dilma pretende fazer para resolver o problema do saneamento básico.

22h50 – “Melissa, queria te dizer que eu tenho um compromisso que é resolver o problema das enchentes”, diz Dilma. A candidata petista culpa a falta de investimentos em habitação dos Estados pela ocupação das áreas de risco. “Eu vou triplicar os valores dos investimentos em saneamento básico e tratamento de água”, diz Dilma.

22h52 – Serra diz que saneamento é também uma questão de saúde pública e ambiental. “Hoje o que está acontecendo é que, com as mudanças climáticas, as tragédias naturais estão se multiplicando”, diz o tucano. Ele defende a criação de uma força nacional de defesa civil. Serra critica a duplicação dos impostos cobrados sobre os investimentos em saneamento.

22h55 – Dilma afirma que o saneamento não tinha investimentos e esse investimento foi retomado nos últimos. Cita obras no Rio de Janeiro em locais como Rocinha e Complexo do Alemão.

22h56 – Coracy, de Salvador, pergunta a Serra sobre as propostas do candidato para a educação.

22h56 – “A educação é o futuro”, diz Serra, que defende um Plano Nacional de Educação e um pacto “acima dos partidos políticos” pela educação. Ele cita o exemplo da Coréia do Sul, que “era um dos países pobres” e que hoje compõe os países ricos. O tucano critica o aparelhamento político dos sindicatos.

22h59 – Com todos os lugares da platéia tucana ocupados, Márcio Fortes, do PSDB, teve de sentar com a turma do PT. O comentário, nos bastidores, é de que ele pousou no ninho errado.

22h59 – Dilma afirma que “se não houver pagamento digno para professor, não há como o Brasil ter qualidade na educação.” Cita a criação do piso nacional para professores no governo Lula. Diz que não é possível “receber professor com cacetete ou interromper o diálogo” quando o professor reivindica melhores salários. “Farei da campanha para pagar bem professores uma prioridade do meu governo”, promete.

23h00 – “Eu sou professor”, diz Serra ao introduzir sua resposta. “Eu vi com muita clareza o que meus assessores diziam: o problema da educação está na sala de aula”, diz Serra, que diz que todos os investimentos devem ser feitos no sentido de melhorar a qualidade das aulas. Ele defende uma melhora na remuneração dos professores. “Minha preocupação não é com partidos, minha preocupação é com os alunos.”

23h03 – Miguel, de Fortaleza, diz que sua mãe tem uma farmácia e que ela sofre com a legislação trabalhista, que onera muito o negócio. Pergunta para Dilma o que ela pretende fazer quanto a isso.

23h03 – “O Brasil tem de desonerar a folha de pagamento”, diz Dilma, que cita a geração de 15 milhões de empregos. “Mas precisamos gerar mais, para nossa população sair da miséria”, diz. A petista promete uma reforma tributária que desonere a folha. “Eu proponho que o enquadramento no Super Simples seja ampliado”, afirma. A proposta é ampliar o faturamento limite do programa. “É justamente na pequena empresa onde se cria o maior número de empregos no Brasil”, diz petista.

23h06 -Serra diz que o Brasil é um dos países que mais paga imposto sobre a folha. “Para ser modificado, não é simples. Temos que ser responsáveis nessa questão. Dá para avançar nessa desoneração. Porque você não pode perder receita.” Serra defendeu um esquema de micro-crédito como o que foi feito em São Paulo, que chegou a um juro de 0,7% ao mês, um “juro de mãe”, afirmou.

23h08 – Dilma insiste na desoneração da folha de salário. “No passado, o que se fazia na crise? Aumentava imposto”, diz a petista, que contrapõe às políticas dos governos anteriores às do governo Lula, que “reduziu o IPI”. “Nós já experimentamos os resultados de quando a gente abaixa impostos. Você acaba ganhando”, conclui.

23h10 – Madalena, de Belo Horizonte, diz que a população é tratada como “lixo” quando o assunto é saúde e pergunta a Serra se isso vai mudar ou se as pessoas continuarão a ser tratadas como “animais”.

23h11 – “Eu acho que a nossa saúde parou nos últimos anos e, diante das necessidades, andou para trás”, diz Serra. “Saúde é uma coisa que você nunca vai chegar à perfeição”, admite o tucano, que afirma que o desafio é melhorar a cada dia. Ele lembra suas ações à frente do ministério da Saúde. “Quem está no interior sofre mais”, acrescenta Serra, para quem é necessário ampliar as redes de clínicas públicas.

23h13 – Dilma diz reconhecer que há problema na saúde. Diz que vai aumentar os repasses para Estados e prefeituras para completar o Sistema Único de Saúde. “Hospital é cheio porque todo mundo vai para o hospital.” Diz que vai criar unidades de pronto atendimento, para que a pessoa não precise ir ao hospital diante de qualquer problema. Diz também que írá criar o programa “Mamãe Cegonha”, para atender as grávidas.

23h13 – Serra retoma sua fala, citando o exemplo das Santa Casas. “Os Estados e municípios ampliaram muito seus esforços. Mas o que diminuiu foi o governo federal”, diz o tucano. Para ele, as UPAs do Rio de Janeiro são iguais às AMAs de São Paulo. “É preciso turbinar os genéricos”, acrescenta.

23h19 – Termina o segundo bloco.

23h23 – Começa o terceiro e último bloco. Paraense Pablo Alex pergunta a Dilma o que ela pretende fazer pelo meio-ambiente.

23h24 – Dilma afirma que assinou compromisso para reduzir emissão de gases estufa. Cita números da redução de desmatamento durante o governo Lula e diz que terá “tolerância zero” com o desmatamento. Afirma que vai criar áreas de conservação.

23h25 – Serra diz que, no caso do Pará, precisa melhorar a infra-estrutura, para ter mais possibilidade de desenvolvimento econômico sem desmatamento. “Temos que fortalecer muito a pesquisa nessa área”. Defende parceria com empresários.

23h27 – Dilma afirma que o governo Lula aumentou a repressão contra o desmatamento. “Colocamos a Polícia Federal, as Forças Armadas e o Ibama para combater o desmatamento”. Diz também que regularizaram as terras de pequenas propriedades.

23h29 – Pedro Belém, de São Paulo, pergunta o que fazer para que as famílias assistidas pelo Bolsa Família possam viver sem ajuda.

23h30 – Serra afirma que é vai ampliar o Bolsa-Família, mas que pretende capacitar as pessoas. Diz que dará bolsa para os jovens se qualificarem.

23h32 – Dilma afirma que “quem cuida de pobre em São Paulo” é o governo federal. Afirma que há um milhão e 400 mil pessoas em São Paulo em situação de risco e que o governo federal consegue atender um milhão e 100 mil. Segundo ela, programas como o Bolsa-Família permitiram o acesso das pessoas ás 15 milhões de vagas com carteira assinada. Defendeu o Bolsa-Família e disse que 28 milhões de pessoas saíram da pobreza. Voltou a se atrapalhar com o tempo. Bonner disse que a culpa foi dele e Dilma respondeu que a culpa era do relógio, ganhando alguns aplausos.

23h36 – Serra promete investir em saúde e segurança e diz que essas também são questões sociais.

23h37 – Eleitor do Paraná pergunta a Dilma “se vai ter fim” o problema da educação pública no País.

23h37 – Dilma diz que a necessidade da classe média em pagar por serviços como educação e saúde “vai ter fim”. “Eu considero que a questão da educação é a questão mais importante do Brasil”, diz Dilma. “Um país de pessoas que estudam e se dedicam a isso é um país diferenciado”, continua.

23h39 – Serra cita o ‘impostômetro’: “Deu um trilhão de arrecadação este ano. 50 dias antes do ano passado. Ou seja, os impostos estão aumentando muito. Há uma diferença grande entre o que se paga e o que se recebe de volta como serviço.” Diz que vai desonerar imposto sobre remédio e a cesta básica. Conta que quando era ministro, procurava saber como estava o serviço público de Saúde, “para melhorar o serviço”.

23h42 – “Sabe por que aumentou a arrecadação? Porque, a gente que crescia 2%, hoje a discussão é se vamos crescer 7, 7,5 ou 8%”, diz Dilma. Segundo ela, o crescimento econômico garante um aumento na arrecadação sem a necessidade de uma maior carga tributária. “Eu sou à favor da redução nos custos dos serviços públicos federais”, diz Dilma.

23h44 – Josivaldo, de Pernambuco, diz que abriu seu próprio negócio e contribui para a Previdência, mas diz que sua mulher e seus irmãos trabalham na informalidade e pergunta o que pode ser feito pelos brasileiros que estão na informalidade.

23h44 – Serra vê risco de o crescimento do País ter o efeito de vôo de galinha, ou seja, não ser sustentável.

23h47 – Dilma está rouca. Diz que o MEI (Micro-empreendedor individual) e afirma que vai incentivar esse tipo de ação no seu governo. Afirma ainda que vai continuar incentivando a criação de empregos formais e cita as 15 milhões de vagas criadas sob Lula. Diz que também dará continuidade à política de créditos de Lula.

23h49 – – Segundo Serra, 50% da força de trabalho brasileira está na informalidade. Ele promete investir no banco do povo e em cursos profissionalizantes.

23h52 – Dilma, em considerações finais: “Represento um projeto que tem o foco principal nas pessoas. Represento um projeto de valorização das pessoas, dos jovens, das crianças, dos trabalhadores.” A petista critica boatos da internet, mas diz não guardar mágoas. “Peço humildemente o voto de cada um dos brasileiros e brasileiras. Me comprometo a criar um País de oportunidades em que todos terão o direito de ter acesso aos bens materiais da civilização.

23h55 – Serra, em : “Espero ter contribuído para que as pessoas possam tirar dúvidas sobre os candidatos.” Cita o exílio e diz que foi perseguido pela ditadura. Pede o voto dos eleitores e propõe uma aliança “com vocês, pelo futuro e pelo Brasil”.

23h57 – Termina o debate.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/

Hoje (29/10/2010) sexta-feira, será realizado o úlitmo debate entre os candidatos à presidência da república Dilma Roussef e José Serra, que será exibido logo após a novela das oito.

Sendo o último debate, espero que este seja o melhor entre todos os outros realizados no segundo turno.  A questão do aborto deve ser deixada de lado pois não é uma questão de foco principal (mesmo porque não é uma questão a ser resolvida pelo presidente da república, e sim pelos deputados e senadores), mesmo porque existem outros temas mais importantes, como por exemplo, a segurança pública, educação e ensino, quais os melhores projetos de investimentos, o que fazer com o problema do saneamento básico, etc.

Espero que essse debate seja diferente dos demais realizados no segundo turno, pois sinceramente, uma conversa de bar está muito melhor que esses debates anteriores.

Fonte: TV Globo.

‘Modelo de debate está esgotado’

Esse é o consenso entre 4 representantes de ONGs sobre o formato engessado dos encontros na TV

26 de outubro de 2010 | 1h 34

por Flávia Tavares

A sociedade tenta. Organiza-se, mobiliza-se, age. Monta entidades e ONGs voltadas para cidadania e política, para atrair o poder público para a discussão. Mas os políticos fogem do debate mais profundo. Mesmo quando estão, de fato, debatendo, como ontem, no encontro na TV Record. O Estado convidou quatro representantes de entidades da sociedade civil para assistir ao confronto e analisá-lo.

Seguindo mais ou menos o script usado em todos os debates até aqui, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se acusaram e, quando puderam, falaram de suas realizações prévias. Mas o diálogo foi pobre. “É uma colcha de retalhos de temas, ninguém se aprofunda em nada”, disse Mauricio Broinizi, historiador e coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo.

Realmente, o debate atravessava assuntos diversos a cada dois minutos de fala dos presidenciáveis. “Devia haver regra para que o candidato não saísse do assunto perguntado”, sugeriu o publicitário Pablo Ribeiro, do site Eu Lembro. Talvez tanta divagação seja calculada e os candidatos queiram atingir um eleitorado específico. “O discurso é para atingir a massa, mas fica até difícil diferenciar um e outro, é tudo muito confuso”, avalia o consultor Rafael Lamardo, diretor do movimento Voto Aberto e do Extrato Parlamentar.

Para Caio Magri, sociólogo e gerente do Instituto Ethos, Dilma pecou em demorar a apresentar dados do governo Lula em comparação aos do governo FHC. “É uma estratégia burra.” Broinizi e Magri lembraram que, nos primeiros debates pós-ditadura, quando “raposas” como Leonel Brizola e Mário Covas participavam, os confrontos eram mais empolgantes. “Claro que ali havia um espaço mais aberto para um projeto de futuro. Hoje, estamos engessados em modelos já definidos”, ponderou Magri. “Sem dúvida, o futuro era mais presente nos diálogos políticos”, concordou Broinizi.

As regras engessadas dos encontros televisivos podem contribuir para esse tom insosso atual. “O modelo parece esgotado. A plataforma para construir ideias e propostas, construir um diálogo político, é a internet”, acredita Lamardo. “O fraco debate na TV e no rádio é retrato da submissão da política ao marketing”, explica Broinizi. Ribeiro complementa: “Tanto que em todos os debates e em todos os programas os discursos são iguais”.

O balanço final dos convidados pelo Estado foi uníssono. Se, por um lado, os candidatos não se esforçam para aprofundar a discussão de temas relevantes para o País, por outro, o formato dos debates não estimula esse aprofundamento. “Esse modelo é intragável e reflete uma legislação ultrapassada, em que os candidatos podem prometer o que quiserem sem ser cobrados por isso”, disse Broinizi. “Se, até 2002, os encontros na TV tinham algum peso, hoje não têm. Ajudaram somente Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio no primeiro turno, porque eles tinham pouco tempo de propaganda”, conclui Magri.

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Análises

Uma luta de esgrima perigosa
Marcus Figueiredo

A primeira grande impressão que fica do debate é que eles esgrimiram muito perigosamente, porque Serra resvalou várias vezes na ofensa pessoal. Como bom debatedor, ele não chegou a ofender, mas a ideia era desqualificar Dilma. Repetiu sistematicamente que o que ela apresenta é tudo mentira, fantasioso e irreal. Com isso, a gente perde o debate e o telespectador é o principal prejudicado. O resultado imediato é Dilma acuada e relativamente nervosa, tentando evitar a possibilidade de ofensas pessoais. Apesar do clima belicoso, a diferença entre os candidatos – e não é o candidato sozinho, porque ele é parte de uma aliança – ficou clara no que se refere à Petrobrás, ao pré-sal e ao MST. Dilma defende transformar a riqueza do pré-sal para financiar o desenvolvimento social. Serra não deixa claro o que fará com esse recursos. Nesse particular, quando o assunto surge, o tucano diz que Dilma estragou a Petrobrás. A segunda diferença é uma frase que parece solta, mas não é. Dilma diz que a questão do MST é social, não de polícia. Serra sugere um tratamento de confronto.
É CIENTISTA POLÍTICO

Serra incisivo, Dilma vacinada
Carlos Melo

Mais um debate, o penúltimo da série; candidatos e público parecem cansados, desgastados. Ainda assim, não é hora para esmorecer, entregar os pontos. José Serra precisava mostrar energia e desconstruir a adversária, que lidera a disputa em todas as pesquisas. Isso o levou a mostrar-se mais incisivo no primeiro bloco, quando o encontro ainda não entrara pela madrugada e a audiência não era tão pequena. Buscou as questões de moralidade pública – que segundo as pesquisas foram o ponto fraco de Dilma, no primeiro turno. Mas, quem com Erenice fere, com Paulo Preto será ferido. Dilma mostrou-se calma, ligeiramente fria. Tinha vacinas e as usou o tempo todo. Ultrapassada a fase da moralidade pública, o tucano trouxe à luz a questão da Petrobrás, acusando Dilma e o PT de terem “privatizado” o petróleo para empresas nacionais e “estrangeiras”. Contraditoriamente com sua base social e com a história de seu partido, assumiu um discurso ao feitio do PT, mais realista que o rei, foi mais estatista que Dilma. Soou esquizofrênico.

É CIENTISTA POLÍTICO

Ambos vão ao ataque, mas empate persiste
José Paulo Martins Júnior

É difícil apontar um vencedor do debate de ontem, a exemplo do que ocorreu nos anteriores. Os temas também soaram conhecidos, mas vieram em falas mais duras do que vinha ocorrendo. Por ter começado após as 23 horas, tanto Dilma Rousseff como José Serra procuraram colocar os tópicos que consideram mais importantes e que podem tirar votos do adversário, como os escândalos Erenice Guerra e Paulo Preto, e reafirmaram suas posições em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e à saúde pública. Foi Serra quem trouxe o tema das privatizações ao debate e acabou articulando um discurso esquizofrênico, tentando se mostrar mais nacionalista que Dilma. A petista, por sua vez, pareceu mais segura que nos debates anteriores – ainda tropeçou em alguns momentos, mas cometeu gafes menos graves. Para cativar eleitores de Marina Silva, ambos fizeram promessas em defesa do meio ambiente. Ontem, Dilma e Serra elevaram o tom de suas falas, mas mantiveram o placar empatado, o que, nesse momento, tem mais gosto de vitória para a petista que para o tucano.

É CIENTISTA POLÍTICO

Estilo ‘bateu, levou’ pode afastar eleitores
Marcelo de Moraes

Numa disputa que teve mais de 34 milhões de eleitores se abstendo, anulando suas escolhas ou votando em branco no primeiro turno, chega a ser surpreendente que os candidatos à Presidência utilizem o penúltimo debate na televisão para abusar da troca de acusações. A menos de uma semana da eleição, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra optaram por não deixar nenhum ataque sem resposta. Mesmo que, para isso, precisassem abrir mão de aprofundar suas ideias sobre temas centrais, como política cambial, carga tributária, segurança pública. Em compensação, não faltaram acusações mútuas de serem mentirosos e de terem aliados envolvidos com escândalos. É uma estratégia perigosa e de resultado imprevisível. Críticas são essenciais em debates. O estilo ‘bateu, levou’, consagrado durante o governo de Fernando Collor, não. Pior: nivela por baixo as duas candidaturas. O calor da disputa pode ter tirado o foco dos candidatos. Pode ter tirado algo mais: votos, que podem migrar para abstenção ou anulação.

É JORNALISTA

ALTOS

Dinâmica: A regra que permitiu perguntas diretas, de candidato a candidato, sem interrupções e sorteio de temas, deu mais fluência ao debate. O tempo de 2 minutos para resposta, réplica e tréplica permitiu aos candidatos mais tempo para desenvolverem os temas

Clima: Apesar da dificuldade de se expressar em vários momentos, Dilma estava mais segura e demonstrou uma postura mais agressiva do que em debates anteriores. Serra manteve a tranquilidade, mesmo quando foi acusado de mentiroso pela adversária

E BAIXOS

Sem resposta: Faltou a presença de jornalistas para formularem perguntas aos candidatos. Os profissionais poderiam replicar de forma mais direta quando o candidato fugisse do tema questionado, o que ocorreu diversas vezes durante o debate

Falha técnica: A falha do cronômetro no segundo bloco do programa, durante uma pergunta do candidato José Serra, deixou o clima tenso. Serra não conseguiu concluir sua questão para a adversária e chegou a chamar a atenção do mediador no ar.

Fonte: estadão.com.br

por AE – Agência Estado

No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite (25/10/2010, segunda-feira), na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês “contra quem atravessasse o caminho do governo”. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou “peremptoriamente” a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: estadao.com.br

Em parceria com a RedeTV!, a Folha promove no próximo domingo, dia 17, às 21h10, o segundo debate presidencial do segundo turno.

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) confirmaram presença no debate, que será mediado pelo jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e apresentador do programa “É Notícia”, da RedeTV!.

O debate, que acontece nos estúdios da sede da emissora, em Osasco, será transmitido ao vivo pelo UOL (Universo Online), portal de internet do Grupo Folha, com comentários em tempo real feitos pela equipe de jornalistas escalados para a cobertura do evento.

A RedeTV! e o portal da emissora na internet também transmitem o encontro.

As regras do debate, que deve ter cinco blocos, serão definidas com as campanhas durante a semana.

Para internautas que desejam acompanhar o evento no Twitter, a “hashtag” (símbolo do jogo da velha que indica um assunto) que será usada é #folharedetv.

Este é o terceiro debate presidencial promovido pela Folha nestas eleições.

Também foram realizados debates em parceria com a RedeTV! com os candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará.

Além disso, o jornal promoveu sabatinas com os principais candidatos aos governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

DEBATE FOLHA/UOL

A campanha da candidata petista não confirmou o debate Folha/UOL na internet, que aconteceria no dia 21.

No primeiro turno, o evento reuniu os três principais candidatos à Presidência –Dilma, Serra e Marina Silva (PV)– e foi a primeira transmissão do gênero no Brasil, com recorde de audiência.

Fonte: folha.com.br

 

Veja na íntrega o debate realizado na TV Bandeirantes no dia 11/10/2010, com os candidatos José Serra e Dilma Roussef , no segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

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Parte12

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Sinceramente, a Dilma ficou irritada com tudo e com todos, e não fez o debate andar como deveria; ela mesma deu um tiro no próprio pé.