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Acompanhe a reportagem feito pelo site do Estadão, onde aponta quantos votos de apoio o presidente eleito, terá para aprovar leis, e fazer as mudanças que precisa o País:

Novo Congresso é de perfil mais dócil a Dilma que a Serra

Petista teria facilidade maior para aprovar mudanças constitucionais e barrar CPIs que possam incomodar governo

30 de outubro de 2010 | 16h 07
por Marcelo de Moraes, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Se confirmar o favoritismo indicado pelas pesquisas de intenção de voto e for eleita no domingo, 31, a petista Dilma Rousseff terá a sua disposição uma ampla maioria favorável a seu governo dentro do Congresso. Ao todo, as urnas produziram a eleição de 360 deputados e 57 senadores alinhados com seu eventual governo.

Na prática, isso torna muito mais simples aprovar, por exemplo, mudanças constitucionais, que exigem o apoio de três quintos dos parlamentares das duas Casas em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

Facilita também a derrubada de pedidos de abertura de comissões parlamentares de inquérito que possam investigar temas desconfortáveis para o governo.

Com isso, se for eleita, Dilma terá um cenário dentro do Congresso mais favorável do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou quando foi eleito pela primeira vez em 2002 e até mesmo depois de sua reeleição em 2006. Nestes oito anos de mandato, o presidente não teve problemas para controlar politicamente a Câmara dos Deputados, mas nunca conseguiu construir uma maioria parlamentar dentro do Senado.

No fim de 2007, foram os senadores que produziram a maior derrota de Lula no Congresso com a derrubada do projeto que prorrogava a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Agora, se a candidata petista derrotar hoje o tucano José Serra, terá uma bancada muito mais favorável, inclusive no Senado. E isso acontecerá mesmo se forem levadas em conta dissidências nas bancadas de partidos aliados de Dilma, como é o caso de PMDB e PP.

Os peemedebistas passam a contar em 2011 com 21 senadores, mas três deles não devem se alinhar com Dilma, caso ela vença. É o caso dos senadores Jarbas Vasconcellos (PE), Luiz Henrique da Silveira (SC) e, possivelmente, Pedro Simon (RS). No PP, a senadora eleita Ana Amélia Lemos (RS) fez campanha a favor de Serra em seu Estado e também não apoia Dilma.

Do lado oposto, se conseguir reverter a tendência apontada pelas pesquisas, Serra precisará de uma ampla costura política para formatar uma base de apoio a seu favor no Congresso. Hoje, teria a seu lado apenas 125 deputados e 22 senadores.

Na Câmara, porém, a pulverização e volatilidade das bancadas até facilita a atração de novos aliados, especialmente de partidos que sempre flutuam em torno do governo federal, seja ele qual for. Esse comportamento tem sido adotado sem grandes traumas por legendas como PMDB, PR, PP, PTB, entre outros. É improvável que não adotem o caminho de volta em direção a Serra, se ele se tornar o novo presidente.

Senado. Se o tucano vencer, o problema maior ocorrerá no Senado, onde precisaria enfrentar e dobrar senadores com posições políticas mais sólidas. Além disso, precisaria reorganizar suas principais lideranças na Casa, já que PSDB e DEM não conseguiram reeleger alguns de seus senadores mais importantes, como Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marco Maciel (DEM-PE), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Heráclito Fortes (DEM-PI), entre outros.

Em compensação, se conseguir virar a tendência apontada pelas pesquisas e se eleger presidente, Serra poderia contar no novo Senado com o reforço de um líder em potencial na figura do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB). Com grande capacidade de articulação política inclusive para atrair apoios para um governo tucano em partidos que hoje integram a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao mesmo tempo em que se prepara para a troca do presidente do País, o Senado começará seus trabalhos em 2011 com a tarefa de tentar melhorar sua imagem, abalada pelo escândalo dos atos secretos que revelou as regalias e vantagens que a Casa pagava em segredo para funcionários e parlamentares.

Os dois terços eleitos agora trazem um perfil rejuvenescido e mais moderado, que pode ajudar nesse processo. Na nova legislatura, a bancada petista ganha, por exemplo, senadores mais jovens, como a paranaense Gleisi Hoffmann, casada com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Passará a contar também com o Lindberg Farias (PT-RJ), ex-líder dos caras pintadas que ajudaram a derrubar o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que, ironicamente, poderá se tornar seu companheiro de base de sustentação do governo de Dilma, caso ela vença.

Fonte: estadao.com.br

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Veja na íntrega o debate realizado na TV Bandeirantes no dia 11/10/2010, com os candidatos José Serra e Dilma Roussef , no segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

Parte 1

Parte2


Parte3

Parte4

Parte5

Parte6

Parte7

Parte8

Parte9

Parte10

Parte11

Parte12

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Sinceramente, a Dilma ficou irritada com tudo e com todos, e não fez o debate andar como deveria; ela mesma deu um tiro no próprio pé.

Figuras como Tiririca, Agenor Bisteca e Mulher Pera ampliam espaço no horário eleitoral na TV

Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

Cacareco nem imaginava, quando se “elegeu” vereador em 1958 em São Paulo, o que estava por vir. O rinoceronte escolhido pelos paulistanos para expressar a insatisfação com a política talvez também ficasse insatisfeito de ver seu legado disputado por Tiririca e Agenor Bisteca.

Tião, o macaco que teve 400 mil votos na corrida pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1988, provavelmente se indignaria com as candidaturas de Mulher Pera ou Tati Quebra-Barraco. Mas eles nada podem fazer. A “celebrização” da disputa eleitoral parece inevitável e irreversível.

A “fauna” eleitoral se diversifica e se amplia a cada nova campanha. Com a estreia do horário eleitoral na terça-feira, Dilma Rousseff e José Serra perderam espaço nas rodas de amigos para essas peças que somente a votação nominal, como a do Brasil, produz. “Se a votação fosse por legenda, os partidos não apostariam em celebridades para puxar votos”, acredita Luiza Erundina, deputada federal candidata à reeleição. “Apostas como essas são um claro sinal da exaustão dos partidos, da falta de critérios para lançar candidaturas e do baixo grau de politização do eleitor”, acrescenta a candidata, sem excluir seu partido, o PSB, da crítica.

O próprio Tiririca reconhece que pode estar sendo usado pelo PR, partido de Valdemar Costa Neto, aquele do mensalão, para puxar votos. E não se importa. “Quero ser eleito para ajudar nordestinos e crianças”, diz o humorista. Não pretende atuar no Congresso a caráter. “Na Câmara, serei Everardo.” Seu nome é Francisco Everardo Oliveira Silva.

Ou seja, os votos que conseguir para Tiririca serão revertidos para o PR e para o Everardo, e o tal “voto de protesto”, usado para contestar o baixo nível dos políticos, perpetua o baixo nível.

O cientista político José Paulo Martins Jr., professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, faz questão de lembrar que as celebridades e as figuras excêntricas têm tanto direito de se candidatar quanto qualquer outra pessoa. “São cidadãos como outros quaisquer e suas candidaturas não são uma coisa ruim por si”, afirma. O que é condenável, segundo Martins, é que os partidos apostem todas as suas fichas nisso. “Mesmo os não nanicos têm embarcado na onda de celebridades”, lamenta.

Para ele, o voto distrital é quase impossível no Brasil, mas o fenômeno dos candidatos bizarros não invalida nosso processo eleitoral, porque poucos se saem bem. Elas fazem algum barulho no horário eleitoral, mas nem sempre capitalizam os votos. “O eleitorado não é estúpido, por mais que não valorize seu voto, principalmente no Legislativo”, diz. Desde a urna eletrônica, o voto nulo perdeu a graça. Ninguém mais pode fazer desenhos obscenos nas cédulas. O Maguila e a Mulher Pera são o novo palavrão eleitoral. “Sempre ajudei as pessoas, então decidi me candidatar”, justifica-se Suéllem Silva, a mulher fruta. “Eu tenho muitos fãs e, para se eleger, o candidato tem que ter fama”, deduz.

Quando eleitos, os excêntricos raramente têm uma atuação de destaque. “A atividade legislativa exige uma técnica”, diz Martins. Erundina acrescenta que são 513 parlamentares e conquistar espaço de atuação não é tarefa fácil. “Essas candidaturas debocham da política, porque os excêntricos se tornam tão representativos quanto um parlamentar qualificado.”

A questão é que também essa última categoria está enfraquecida. “Não é o Tiririca que desmoraliza o processo eleitoral, ele já está nivelado por baixo há algum tempo”, diz Martins. Ele acredita que até 30 mil votos nas celebridades desse naipe seja “razoável”. “Se passar do milhão, temos de ficar atentos.

Fonte: estadao.com.br

Vamos abrir os olhos, e colocar candidados decentes no poder. Senão já sabe né? Como dizia o Pelé: “já viu né?” veja abaixo alguns vídeos dos “candidatos”.

por Gustavo Ojuara.

Essa pergunta eu me fiz, depois de alguns dias e depois de assistir ao debate dos presidenciaveis. Todos tem conhecimento de 3: Dilma, Serra e Marina Silva. E recentemente ficamos sabendo de mais um: Plínio Sampaio (que por pouco não ficou de fora do debate feito pela TV Bandeirantes). Fiquei sabendo também de um outro candidato a presidência, o Zé Maria do PSTU, que também gostaria de participar, mas a emissora não quis deixá-lo participar do debate. E pelo que deu a impressão, o debate ficou em um tom anti-democrático, onde dos 12 canditados a presidência, somente 4 foram convidados. Os demais foram rejeitadas a participação devido a uma determinação do TSE ou simplesmente não se interessaram em participar.

Para fim de informação de todos, aqui está a listagem completa de todos os 12 canditados à presidência da república nas eleições de 2010.

Lista dos candidados a presidente em 2010

Dilma Rousseff (PT)

É natural de Belo Horizonte. Formada em Economia, foi secretária estadual de Minas, Energia e Comunicação no Rio Grande do Sul. No governo Lula, foi ministra de Minas e Energia e depois ministra-chefe da Casa Civil.

http://www.dilmanaweb.com.br/ e Twitter: @dilmabr

José Serra (PSDB)

Ex-governador de São Paulo, já foi deputado federal, senador e ministro da Saúde e do Planejamento. Tem formação superior em Economia, concluída no Chile, e em Engenharia, pela Universidade de São Paulo.

http://www.serraescreve.blogspot.com e Twitter: @joseserra_

Marina Silva (PV)

Nasceu no Acre, onde formou-se em história. Foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual e senadora. Atuou no governo Lula como ministra do Meio Ambiente, de 2003 a maio de 2008. Participou da fundação do PT, do qual se desfiliou em 2009.
Site: http://www.minhamarina.org.br/ e Twitter: @silva_marina

Plínio Sampaio (Psol)

Promotor público aposentado, é mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA). Tem atuação junto à Igreja Católica. É presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária.

http://pliniopresidente.com/ e Twitter: @pliniodearruda

Os exlcuídos do debate ou não quiseram participar:

Zé Maria (PSTU)

Metalúgico, participou dos movimentos sindicais no ABC na década de 1970. Foi um dos fundadores do PT, do qual saiu nos anos 90. É um dos fundadores e atual presidente nacional do PSTU. Integra a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).

Site: http://www.pstu.org.br/ e Twitter: @zemaria_pstu

Rui Pimenta (PCO)

Formado em jornalismo, participou da fundação do PT, com atuação em SP e no ABC. Na década de 80, atuou no sindicalismo. Após ajudar a fundar o PCO em 1996, foi candidato a vereador, a deputado federal e a prefeito de São Paulo.

http://www.pco.org.br/ruicostapimenta/

Mário de Oliveira (PTdoB)

Nasceu em Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. É graduado em engenharia mecânica pela Unesp, bacharel em Direito pela PUC-SP e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas-SP.

http://www.mariooliveira.com.br/ e Twitter: @mariooliveira70

Ivan Pinheiro (PCB)

Advogado, é secretário geral do PCB. Foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Já se candidatou a deputado federal e a vereador. Também já disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro.

http://www.pcb.org.br/

José Maria Eymael (PSDC)

Nasceu em Porto Alegre, é formado em direito, com especialização na área tributária, e em filosofia pela PUC-RS. Há mais de 30 anos atua como empresário nas áreas marketing e comunicação. Ex-deputado federal, já disputou a Presidência duas vezes.

http://www.psdcbrasil.org.br/ e Twitter: @eymael

Américo de Souza (PSL)

Bacharel em direito, ciências econômicas,
administração, ciências contábeis e pós-graduado
em engenharia administrativo-econômica. É
ex-deputado federal e ex-senador pelo Maranhão.
Em 2006, foi candidato a vice-presidente.

http://www.pslnacional.org.br/ e Twitter:
@AmericoPSL

Oscar Silva (PHS)

Maranhense, vive atualmente em Brasília. É advogado e secretário geral nacional do PHS. Entrou para a política no PMDB. Está filiado há cinco anos ao PHS. Já disputou duas eleições para deputado.

Site: http://www.oscarsilva2010.com.br/

Levy Fidélix (PRTB)

Atuou como apresentador de TV, diretor de criação em agências de publicidade e professor. Foi um dos fundadores do PL e  esteve no PTR. Já disputou eleições para presidente da República, prefeito de SP, governador, vereador e deputado federal.
Site http://www.prtb.org.br/ e Twitter: @levyfidelix

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Fonte de pesquisa: http://g1.globo.com/

Informações sobre exlusão de canditados do debate: http://veja.abril.com.br/blog/

E VIVA A ANTI-DEMOCRACIA!

Quinta-feira, às 22:00 hs, no canal TV Bandeirantes, haverá o  debate 1º debate com os canditados que concorrerão ao cargo de Presidente do nosso amado Brasil.

Além de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) – os dois candidatos mais bem colocados nas últimas pesquisas de intenção de voto -, o debate contará também com a participação de Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Durante a campanha estão previstos outros três debates organizados por emissoras de televisão: “RedeTV” (12 de setembro), “Record” (28 de agosto) e “Globo” (30 de agosto).

Fonte: noticias.terra.com.br