Tag Archive: impeachment


Por Ojuara T. Anonimous.

Dilma Rousseff está nesse momento afastada da presidência e aguarda os próximos meses o processo de impeachment.

Com isso Michel Temer assume hoje em exercício, a presidência da república.

Estou como muitos outros aguardando o que vai se desenrolar, mas é quase certo que Dilma será impedida em definitivo e Michel Temer assumirá a presidencia em definitivo. Resta saber se os outros criminosos políticos vão ser julgados e retirados do poder, mesmo porque, a corrupção não está só no PT, mas em vários partidos políticos.

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por Ojuara Tiradentes Anonimous

Nesse último domingo (17/04/2016), foi votada pela câmara do deputados a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao qual foi aceito com a maioria dos votos, transmitida por quase todos os canais de televisão do país.

Uma coisa interessante e vale ressaltar, que a maioria dos deputados que votaram na câmara e incluindo o próprio presidente da mesma  estão envolvidos até pescoço em vários processos de corrupção. O processo de impeachment contra a presidente foi feito com base em uma acusação de maquiar dados fiscais nas contas do governo. As chamadas “pedaladas fiscais” (prática de atrasar repasses a bancos públicos para o pagamento de programas como o Bolsa Família ) realizadas em 2015, nada muito grave, pelo menos em comparação com outros políticos que estão soltos por aí e sem processo de cassação .

Embora atualmente seja apenas um pedido de afastamento com motivações políticas, a presidente não cometeu nenhum outro crime até o momento. Na minha modesta opinião, esse tipo de ação poderia até render um processo contra a presidente e obrigá-la a pagar uma indenização aos cofres públicos, não um afastamento imediato.

O fato é que a presidente cometeu muitos deslizes nos momentos em que falou abertamente ao público, durante os vários pronunciamentos oficiais. Mas ela é acusada informalmente por todos de ser incompetente e fazer vista grossa aonde não deveria, ou seja, ser conivente com a corrupção do nosso país e não fazer absolutamente nada para mudar, talvez esse seja o seu maior crime no momento: a incompetência total para ser presidente do país e não manter um diálogo com câmara e com o senado ativamente.

Eduardo Cunha (presidente da câmara do deputados), está envolvido em processos da investigação da Lava a jato, onde foram encontradas contas no exterior em seu nome, contendo dinheiro incompatível com seu ganho monetário e outras acusações. Não se sabe o por que de ainda não ter sido cassado, ou já ter se realizado um processo de cassação contra ele, pois há indícios mais do que suficientes para isso. Este poderá ser o novo vice-presidente da república, caso a Dilma caia.

O fato é que se a Dilma cair, o Michel Temer também poderá cair também, ainda mais que o atual vice-presidente está envolvido em muitos processos judiciais e crimes de corrupção, incluindo indiciamentos na investigação da Lava a Jato.

Então poderemos ter na nossa história três processos de impeachment em sequência: o primeiro contra a Dilma Rousseff, outro segundo contra Michel Temer e o terceiro contra Eduardo Cunha, já pensou nisso?

Vamos aguardar e ver o que se sucederá nos próximos dias, a análise do pedido seguirá para o senado, se aprovado aí sim teremos de fato o afastamento definitivo da presidente.

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Após áudio vazado da Sabesp, oposição estuda pedir impeachment de Alckmin

Para deputados, houve uso político da crise hídrica por parte do governador e “prevaricação” de Dilma Pena. Caso pode parar no Ministério Público. “Isso é muito grave. Ele não está apto para ocupar o cargo”, afirmou Carlos Giannazi (PSOL), comentando áudio divulgado por Fórum

Por Igor Carvalho (http://spressosp.com.br)

Nesta sexta-feira (24), o Blog do Rovai divulgou, com exclusividade, áudios de uma reunião em que a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admite o “erro” de não comunicar à população sobre a crise hídrica vivida no estado. Na reunião, a dirigente afirma que recebeu ordens de “superiores” para que não se falasse sobre o assunto.

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a oposição entende que há motivos para que Geraldo Alckmin (PSDB) deixe o governo do estado. “Vamos estudar a possibilidade do pedido de impeachment do governador, isso é muito grave. Ele não está apto para ocupar o cargo”, afirmou o deputado Carlos Giannazi (PSOL).

Alencar Santana (PT), que preside a Comissão de Infraestrutura da Alesp, também cogita a possibilidade de impeachment. “Se essa ordem ‘superior’ for do Alckmin, eu entendo que é possível juridicamente isso. Precisamos que a população de São Paulo assim queira, também”, disse o parlamentar, que explicou quem pode ser o ‘superior’ de Dilma Pena.

“Só pode ser da cúpula do governo, porque é a presidenta da Sabesp quem diz, e acima dela só o governo de São Paulo e sua cúpula.” Para Alencar, o áudio revelado por Fórum mostra que a decisão de omitir a crise foi para não prejudicar a candidatura de Alckmin à reeleição. “Se ela afirma que precisava ser comunicado, houve um entendimento técnico da medida. Se não foi feito, é porque a orientação que ela recebeu foi política. Temos aí dois crimes, estelionato eleitoral do governador e prevaricação de Dilma Pena.”

Para o deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT), a possibilidade de impeachment tem que ser estudada. “A Dilma terá que vir na Alesp e se explicar. Se a ordem ‘superior’ foi do Palácio dos Bandeirantes, nós temos que tomar providências.”

O “deboche” da presidenta da Sabesp, em recente depoimento à CPI da Água na Câmara Municipal de São Paulo, foi lembrado por Marcolino. “Ela já demonstrava, ali, que não estava tratando o assunto com a dimensão que merece. Isso é um desrespeito com a população.”

Giannazi afirmou que vai procurar o Ministério Público. “O peso da lei deve recair sobre o governador e a Dilma [presidenta da Sabesp]. A água é um bem público, não se pode brincar com ele por conta de benefícios eleitorais”, afirmou o parlamentar do PSOL, que lamentou que a presidenta da Sabesp chame os paulistas de “clientes”. “Isso mostra como está a mentalidade deles.”

Confira os áudios:

Dilma Pena

Paulo Massato

Fonte: http://spressosp.com.br/

publicado originalmente em   brasil247.com.

Capa da revista Veja: divulgação.

por CELSO LUNGARETTI 24 de Outubro de 2014 às 07:36

O risco contra o qual venho há tempos alertando acaba de se materializar: a veja antecipou em um dia a distribuição da edição 2.397, de forma a colocar a eleição presidencial sob a lâmina de uma guilhotina: a do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

É manipulação às escâncaras, um óbvio crime eleitoral.

A revista normalmente entra em bancas no sábado e tem sua capa e resumo das principais matérias divulgada na noite de 6ª feira. Todo o cronograma foi adiantado em 24 horas, só cabendo uma explicação: o objetivo foi permitir que Aécio Neves aproveitasse a munição nova no debate final da Globo, além de aumentar estrategicamente o prazo para a bomba repercutir, produzindo consequências nas urnas.

E qual é esta bomba, afinal? Trata-se da atribuição, ao delator premiado Alberto Youssef, da seguinte afirmação, ao ser interrogado por um delegado da Polícia Federal:

— O Planalto sabia de tudo!

O delegado teria perguntado a quem no [Palácio do] Planalto o doleiro aludia, recebendo como resposta: “Lula e Dilma”.

Reinaldo Azevedo, o blogueiro mais reacionário da revista mais reaça do Brasil, duas semanas atrás já antecipara que a direita poderia partir para o impeachment, neste parágrafo de sua coluna semanal na Folha de S. Paulo:

Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida.

Só perfeitos ingênuos acreditarão que ele já não soubesse qual seria a derradeira cartada da veja.

Agora, ao trombetear a nova denúncia no seu blogue, ele é mais explícito ainda:

Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079…

E, para martelar bem a ideia, ele a repetiu no final do seu post, grifando a ameaça para torná-la ainda mais ribombante:

Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe.

Evidentemente, os grãos petistas falarão em terrorismo eleitoral, minimizando a possibilidade de os acontecimentos se encaminharem em tal direção.

Mas, se precedentes valem alguma coisa, a permanência de Getúlio Vargas no poder foi duas vezes interrompida por manobras semelhantes:

  • em 1945, os Estados Unidos jogaram todo seu peso de bastidores para forçá-lo (da mesma forma que o argentino Juan Domingo Perón) a deixar o poder;
  • e, como o ciclo varguista persistiu, com a eleição do poste que ele apadrinhou (Eurico Gaspar Dutra) seguida por sua volta ao Palácio do Catete em 1951, a direita militar exigiu que renunciasse para não ser deposto, tendo ele preferido uma outra opção, o suicídio.

Outro precedente agourento é o de 1964: o PCB subestimou o risco de golpe de estado, não montando nenhum dispositivo militar próprio para defender o mandato legítimo de João Goulart, daí os golpistas terem derrubado o governo com a facilidade de quem tira doce da boca de uma criança.

Se as agora coisas chegarem a tal extremo, a História certamente se repetirá, pois inexiste dispositivo militar autônomo ou contingentes populares preparados para reagirem à altura. O PT não fez a lição de casa.

Informações sobre o assunto:

http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

http://g1.globo.com/

Cópia do novo pedido formal do processo de impeachment: http://arquivo-yahoo-noticias.tumblr.com/post/100763924776/pedido-de-impeachment