Tag Archive: Marina Silva


Debate exibido na íntegra.

Veja a transcrição do debate aqui: http://eleicoes.uol.com.br/2014/ao-vivo/2014/10/02/debate

A ex-senadora Marina Silva anunciou oficialmente sua saída do PV nesta quinta-feira, (7/7/2011), em São Paulo. Ela defendeu que os partidos devem abandonar velhas práticas.

por  Daiene Cardoso, da Agência Estado, e Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo
Em seu primeiro dia em quase três décadas de militância partidária, a ex-senadora Marina Silva (AC), amanheceu nesta sexta-feira, 8, sem legenda. Na quinta-feira, 7, Marina anunciou sua desfiliação do PV em um evento com simpatizantes e colaboradores de sua campanha presidencial em São Paulo. Embora tenha ficado só dois anos no PV, Marina admitiu que sofreu mais ao deixar o PT, mas disse ser grata ao PV por despertar na sociedade uma nova consciência política. Liderando um movimento suprapartidário que defenderá a sustentabilidade, a ex-senadora afirmou que também pretende procurar companheiros de outros partidos para colaborar com seu novo projeto.

Em entrevista exclusiva ao Grupo Estado, Marina falou de sua gratidão ao PV – legenda que lhe permitiu sair candidata à Presidência da República nas eleições passadas e angariar um eleitorado de cerca de 20 milhões em todo o País -, mas também lamentou que o partido não se abriu para as transformações que seus eleitores esperavam. “Espero que o PV possa se refazer para poder metabolizar isso que nós suscitamos na sociedade. Lamentavelmente (agora) não foi possível e eu não vou ser incoerente com aquilo que faço e aquilo que eu falo”, disse a ex-presidenciável.
Durante uma hora de entrevista, Marina Silva falou do bom resultado obtido no pleito passado. Não apenas pelos 20 milhões de votos, mas porque a eleição não se resolveu de forma extemporânea no primeiro turno. “Pudemos perceber que as pessoas podem participar da política independente das estruturas e das alianças e fazer da sua participação algo relevante. Vimos o Brasil integrado aos movimentos que estão acontecendo no mundo”, revelou.
Marina contou que, além de simpatizantes e companheiros insatisfeitos com o PV, ela está discutindo a criação de seu movimento político com os deputados Alessandro Molon (PT/RJ) e José Reguffe (PDT-DF), com o senador Pedro Taques (PDT-MT) e a ex-senadora e vereadora de Maceió, Heloísa Helena (PSOL). “O movimento, que é uma nova forma de fazer política, deve estar dentro de todos os partidos. Eu tenho conversado com a Heloísa Helena e ela tem sinalizado muito fortemente que estará junto”, disse. A ex-candidata à Presidência da República pretende procurar também a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) e os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP).
“O movimento está aberto para quem é de partido, quem não é de partido, para outros partidos e pessoas. Por isso não houve em nenhum momento a intenção de que isso fosse colocado como um partido. Acho que tem que ter um tempo para metabolizar isso, até para ver se a gente tem densidade política, teórica, de propostas e fundamentos. Não se faz um partido para concorrer às eleições”, justificou. “Imagine o que é fazer um partido já com uma somatória de interesses para concorrer as eleições em 2012. Não, de jeito nenhum. Agora vamos discutir até que isso se coloque”, reforçou.
Envolvida com sua nova realidade fora da política institucional, Marina pretende organizar uma rede suprapartidária, explorando o que considera uma das maiores conquistas da última campanha: o uso da internet e suas redes sociais. Mesmo sem partido, Marina diz que apoiará em 2012 os candidatos que defenderem a causa verde, independente da legenda. “O que sei é que o movimento vai trabalhar agora com algumas questões, como a ideia de cidades sustentáveis para 2012”, afirmou.

Assista ao vídeo com declarações de Marina Silva:

http://tv.estadao.com.br/videos,MARINA-NAO-E-HORA-DE-SER-PRAGMATICO-E-HORA-DE-SER-SONHATICO,142215,260,0.htm

Fonte: Estadão.com.br

A ex-candidata do Partido Verde à Presidência da República do Brasil Marina Silva anunciou este domingo que vai manter uma posição de independência no segundo turno, não apoiando nem José Serra, do PSDB, nem Dilma Rousseff, do PT. A posição foi acompanhada pela convenção do PV.

No seu discurso, Marina criticou aquilo que considerou ser o velho pragmatismo que dominou a disputa política entre PT e PSDB. A senadora leu uma carta, que será encaminhada aos candidatos José Serra e Dilma Rousseff, em que chama os dois partidos de fiadores “do conservadorismo”.

Na convenção, houve apenas quatro votos, de um total de 92, a favor do apoio a um dos presidenciáveis, mas não foi revelado qual.

O candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, que já declarara apoio a Serra, votou pela independência. “É a sociedade que vai dar o tom e apontar o caminho”, disse Gabeira.

Com a decisão, os militantes que decidirem manifestar apoio a Dilma ou a Serra não poderão utilizar símbolos do PV ou falar em nome do partido. Dirigentes e directórios nacionais e estaduais do PV estão proibidos de declarar o seu voto nas eleições ou se manifestar a favor ou contra algum candidato.

Aborto

No seu discurso na convenção, o ex-guerrilheiro Fernando Gabeira criticou o debate em torno da questão da legalização do aborto e propôs que o PV prepare uma lista de sugestões sobre o tema e as encaminhe aos partidos que estão no segundo turno das eleições presidenciais. “No nosso caso, não é uma questão de salvar nossas almas, é salvar as adolescentes e os mais pobres”, disse. Segundo ele, a lista de sugestões deve ser voltada para uma campanha de consciencialização e melhora da assistência pré-natal.

Carta

Em conferência de imprensa, Marina Silva, leu a carta aberta endereçada a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), na qual faz elogios a ambos e se coloca como “mediadora” entre a sociedade e os partidos que disputarão a Presidência.

“Estou me dirigindo a duas pessoas dignas (…), desde a luta contra a ditadura até a efectividade dos governos de que participaram”, afirmou a senadora, que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos.

“Somos um veículo de comunicação de ambos com os eleitores. Mantemo-nos na condição de mediadores para contribuir para que este processo alcance melhores resultados”, disse Marina.

Na carta, a senadora também critica o que define como “dualidade destrutiva” entre PT e PSDB. “Essas duas forças que nasceram inovadoras são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente. É a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país.”

Marina disse ainda que as pessoas não podem ter o seu voto diminuído devido à religião.

“Procurei respeitar a fé que professo sem fazer dela uma arma eleitoral”, diz a senadora, que faz parte da Igreja Assembleia de Deus.

Fonte: http://www.esquerda.net/

Apesar de Marina estar neutra, foi dada a liberdade de cada um  dos membros do partido apoiarem quem acharem melhor. Alguns do PV apoiarão Serra, outros apoiarão Dilma.