Tag Archive: vagas para área de TI no mercado brasileiro


por Gustavo Araujo

Uma coisa que começo a perceber é que as empresas do ramo da Informática/Tecnologia da Informação, não conseguem achar profissionais para trabalhar na área. Mas onde é que elas procuram, e além do mais, onde é que acham que vão encontrar profissionais, na capital? Não, é isso que essas empresas precisam perceber. Os profissionais que estão procurando estão no interior do estado, e de fato em especial uma cidade chamada São João da Boa Vista – SP, tem em excesso profissionais da área, desde Técnicos em informática e programação formados até graduados em ensino superior e tecnólogos. A maioria destes profissionais hoje, da mesma forma que eu, estão desempregados, ou desistiram e foram trabalhar no comércio (ainda é a aréa forte da cidade, embora tenha algumas empresas de TI também), e mesmo as empresas da cidade não sabem como procurar tais profissionais (desconheço o motivo de tal dificuldade). São João da Boa Vista – SP está localizada na divisa com Minas Gerais, próximo a Poços de Caldas – MG. A cidade (São João da Boa Vista) tem 3 instituições de ensino excelentes sendo elas:

UNIFAE – Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino.

IFSP SBV- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo campus São João da Boa Vista.

UNIFEOB – Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos.

Os dois centros univeritários tem cursos da área da Tecnologia da Informação e afins. O IFSP tem cursos técnicos e também de Tecnólogos na área, com previsão de criação de cursos superiores também.

Das empresas que me chamaram para um entrevista, todas disseram que queriam um profissional mais experiente. Mas, como vou ser experiente se ninguém me contratar para trabalhar?

O pior foi quando recebi duas ligações de telefone de duas empresas querendo me chamar para fazer estágio, mas não puderam fazê-lo porque eu me formei técnico no meio do ano passado. (Ainda pretendo continuar estudando, apesar de tudo). O meu medo é que depois de tudo e da demora, é que digam que já sou muito velho para trabalhar com isso. (No momento eu tenho 24 anos e vou fazer 25 em abril desse ano de 2011).

Então, empresas de TI e afins, parem de olhar somente para a capital e voltem seus olhos para o interior, e cidades de médio porte como São João da Boa Vista e cidades circunvizinhas. Porque tem muitos talentos de sobra que se perdem no caminho porque não tem uma chance ou uma boa oportunidade de mostrar o seu valor.

Edit 04/2012 – A UNESP tem planos para vir para São João da Boa Vista SP e utilizar as instalações da UNIFAE, que será incorporada pela UNESP nos próximos anos. A parte burocrática está pronta, basta apenas alguns poucos detalhes para a UNESP se instalar na cidade.

originalmente postado em: http://pcmag.uol.com.br/

por Ary Gatto

Há hoje no mercado dois tipos de profissionais: os que procuram apenas recompensa financeira e rápida ascensão profissional; e os que procuram um trabalho desafiador dentro de uma empresa bem gerenciada, com valores e cultura que se enquadrem no perfil do profissional.

Na área de TI, ganha o segundo grupo. As empresas procuram quem compartilhe os mesmo valores e cultura e que estão não apenas interessados nos benefícios financeiros. Uma versão humana da empresa é o sonho de qualquer diretor de recursos humanos.

A empresa almeja um profissional que siga carreira e que juntos possam crescer, pois já faz algum tempo que o mercado de TI enfrenta uma “Guerra de Talentos” e, portanto, para se proteger da perda destes talentos para concorrentes, trabalham cada vez mais em itens como incentivo, retenção, desenvolvimento, job rotation, qualidade de vida. De acordo com um longo estudo conduzido por um time da McKinsey & Co, envolvendo 77 companhias e quase 6.000 gerentes e executivos, o mais importante recurso dentro de uma companhia nos próximos 20 anos serão os talentos.

Porém é fato que no Brasil ainda existe uma carência muito grande de mão de obra qualificada em TI. Curso superior e domínio do inglês já não são diferenciais para os candidatos e sim pré-requisitos, pois cada vez mais as empresas brasileiras do ramo se relacionam com clientes em outros países e, portanto, necessitam de profissionais com fluência em outros idiomas.  Esse candidato já sai na frente de outros, principalmente se também der conta da língua espanhola.

Depois de ter isso em mente, a análise cai em cima do perfil da vaga. Não há fórmulas, e sim certezas: quando o projeto requer um consultor sênior, a empresa de TI terá que recorrer a um profissional experiente com grande bagagem e, portanto, o melhor a fazer será integrá-lo muito bem aos processos, metodologia e cultura da empresa. Agora se a intenção é desenvolver novos talentos, a melhor opção é investir em profissionais recém graduados, que aceitam qualquer desafio para se destacar dentro da empresa.

Além da separação profissional, existe a interação “empresa x cargo x candidato”. Ela existe para provar que nem todos os funcionários da empresa precisam ter o mesmo perfil; o importante é equalizar o objetivo: crescimento pessoal e da empresa. Para isso, a mensagem de contratação tem que ser enviada da forma mais rica possível. Devido à sensibilidade desse assunto, ele foi dividido em quatro principais mensagens nas campanhas de recrutamento:

* Go with a Winner: para profissionais que querem atuar em uma empresa de alta performance, onde eles possam encontrar grandes oportunidades de desenvolvimento profissional;

* Big Risk, Big Reward: profissionais que respondem a este tipo de mensagem sabem que enfrentarão grandes desafios, porém com compensação financeira e rápido crescimento;

* Save the World: atrai profissionais que querem atuar em uma empresa com uma missão inspiradora, além de desafios empolgantes;

* Lifestyles: estes profissionais buscam empresas que oferecem maior flexibilidade e benefícios ligados a qualidade de vida.

Claro que as flexibilizações acontecem. Nesses casos, é importante as empresas respeitarem a política de cargos e salários para evitar problemas com os funcionários e as exceções devem ser muito bem justificadas e explicitadas para evitar a famosa “rádio peão” e aborrecimentos futuros.

Apesar do currículo impecável, é muito importante para as empresas de TI não abrirem mão do teste técnico. Como dizemos que “papel aceita tudo”, o candidato pode colocar qualquer tipo de qualificação no seu currículo, se transformando em uma grande armadilha para as empresas. Por isto é muito importante a prova prática, inclusive para saber até onde se pode contar com aquele profissional. Inclusive talvez o maior medo da maioria dos candidatos seja não conseguir provar o conhecimento que está no currículo.

Além disso, referências profissionais são de suma importância para conhecer o comprometimento e comportamento do profissional nos seus últimos trabalhos. Não à toa diversas empresas contratam por indicação: fica mais fácil conseguir referências profissionais evitando surpresas desagradáveis. São seguranças e garantias para conhecer o futuro funcionário e saber o que se pode esperar dele, não criando expectativas que não serão alcançadas, nem subutilizando uma mão de obra bem qualificada.

Porém o esforço do conhecimento e da confirmação das habilidades deve partir também do candidato, inclusive a vontade de querer sempre se aperfeiçoar. A atualização através de pós-graduações é válida pelo conhecimento que se adquire nas diversas áreas, não ficando “preso” apenas nos conhecimentos de TI, e isso vale principalmente para profissionais que almejam ocupar cargos mais elevados dentro da empresa. Outro ponto importante de um crescimento acadêmico é a soma de conhecimentos relacionados a processos de negócios, que poderão ser úteis em projetos com integração nas diversas áreas.

Em resumo, a seleção e contratação de profissionais exigem grande esforço, atenção e, principalmente, garantias. O candidato deve estar preparado para responder as perguntas com objetividade, corresponder à expectativa da vaga que está concorrendo e justificar o que está descrito em seu histórico profissional e pessoal. Já a empresa deve acolher o discurso do candidato e, principalmente, se ausentar de preconceitos, sentimentos, de tendencionismos, agir com racionalidade no perfil da vaga x perfil do candidato. Talvez o descompasso de interesse seja um dos motivos de existirem vagas abertas com profissionais desempregados.

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Fonte: http://pcmag.uol.com.br/conteudo.php?id=2921

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Minha opnião:

Pode haver sim muitas vagas no setor de TI, mas a maioria destas vagas está na capital, o grande problema tambem é que nem todos que se formam na área moram atualmente na capital, alguns destes possiveis profissionais ficam no interior do estado, e muitos não querem se afastar do local de origem, e nestes locais não há vagas para o setor de TI, e portanto quem quiser se aventurar terá de sair de sua cidade natal e ir até a capital ou alguma cidade mais desenvolvida para poder ser contratado e atuar na área.

acresentado em 09/08/2010.

Outro fator que agrava o problema é a informatização no processo de recrutamento; o fato de ser usado a internet e haver menor contato físico entre empresa e candidato. Por exemplo, outro dia vi uma vaga de programador, embora tenha a maoria dos requisitos, um dos quais não tenha e talvez faça uma diferença grande ou não, é o fato de se ter um superior, mas espere ai, eu tenho o técnico, e ai, será que não mereceria ser sondado? Ou chamado pra uma entrevista, pois talvez o fato de ser chamado, podem descobrir que tenho um certo potencial, e profissional a ser lapidado? Outro fator importante que devo lembrar é o fato de as próprias empresas não saberem onde procurar os profissionais. É verdade inclusive uma situação ao qual passo: em minha cidade, em São João da Boa Vista SP, temos um Intituto Federal e dois Centros Universitários, e mesmo assim, as empresas não encontram os profissionais que precisam, devido ao fato de demorarem para encontrar os profissionais e estes ao quais encontrem já estejam empregados em outra empresa fora da cidade. E os demais que não são encontrados? Acabam por entrarem em outra área e desistir de ingressar nessa profississão, entrando no comércio ou outra ocupação menos remunerada.