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por Ojuara Tiradentes Anonymous

 

No Brasil a qualidade do ensino das escolas é ruim, correto? Esta afirmação está parcialmente correta, mas também está parcialmente errada.

Aí você me pergunta, como pode estar uma afirmação certa e errada ao mesmo tempo? Calma, eu já vou explicar logo abaixo.

Primeiramente existem quais tipos de escolas e quem as mantêm? Existem atualmente as escolas particulares, das quais são mantidas por dinheiro de particulares que pagam do próprio bolso e as escolas públicas financiadas e mantidas pelo dinheiro dos impostos que pagamos. Das escolas públicas, podemos subdividir em escolas geridas independentes por município, por estado e pelo governo federal.

Resumindo, então temos:

  • Escolas particulares (mantidas por particulares, de investimento privado);
  • Escolas públicas (que são mantidas com o dinheiro dos impostos pagos por todos nós brasileiros, com dinheiro público).

Das escolas públicas, temos a seguinte divisão:

  • Escolas municipais (mantidas por uma prefeitura com verba da própria cidade, do qual é responsabilidade direta do prefeito da cidade ao qual pertence).
  • Escolas estaduais (mantidas pelo governo de um dos estados da federação, que é de responsabilidade direta do governador do estado ao qual pertence).
  • Escolas federais (mantidas pelo governo federal, que é de responsabilidade direta do presidente da república do nosso país).

As escolas particulares são ótimas, onde os professores são valorizados, há possibilidade de progressão de carreira, o ensino é forte.

As escolas municipais, cada uma delas tem um estatuto definido pelos municípios ao qual pertencem, então é difícil tratar de forma genérica, variando a qualidade do ensino de cidade para cidade, de escola para escola.

As escolas estaduais (que são em grande maioria massiva no nosso país), são escolas consideradas de médias a péssimas, dependendo do estado onde se encontram, não há uma valorização dos professores e estes não possuem qualquer incentivo de progressão de carreira, além do ensino deixar muito a desejar na maioria delas.

As escolas federais (que tem aumentado em quantidade com o passar dos anos), são escolas excelentes, os professores são valorizados e possuem progressão de carreira, o ensino é forte.

Em escolas onde há progressão de carreira para os professores, estes são incentivados a estudarem e a melhorem cada vez mais, permitindo que assim suas aulas estejam cada vez melhores com o passar do tempo, em consequência disso, o ensino poderá melhorar cada vez mais.

Então caros leitores, se vocês querem culpar alguém por uma qualidade de ensino ruim, culpem os verdadeiros culpados. Não adianta nada arrancar um presidente do poder e manter o mesmo governador de antes ou o mesmo prefeito de antes. Lembrem-se que a maioria das escolas públicas são de responsabilidade dos governos dos estados em que estão, portando se vocês querem culpar alguém por uma qualidade ensino ruim, culpem o governador do seu estado, pois este de fato é responsável por ela.

E não se esqueçam de que os governos dos estados são independentes, ou seja: cada um trabalha sem a intervenção direta do governo federal.

 

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Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2009N5

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordarás.

Assina o abaixo-assinado aqui: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2009N5 e divulgue-o para os seus amigos e contatos.

Fonte: via e-mail

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Esta é uma maneira simples para que a educação melhore no Brasil, assim nenhum político vai querer que a escola que seu filho estude seja de péssima qualidade, vai querer que a escola seja a melhor possível para que seu filho tenha bons estudos e aprenda o que precisa, e todas as outras crianças vão ganhar com isso.

Enfim uma notícia muito boa para os universitártios:
Lula aumenta em 20% valor das bolsas de mestrado e doutorado
Com o aumento, bolsas de mestrado passarão de R$ 940 por mês para R$ 1.200 mil

TÂNIA MONTEIRO e LEONARDO GOY

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira o aumento de 20% do valor das bolsas de mestrado e doutorado do CNPq e da Capes, a partir de primeiro de março de 2008, e do número de bolsas dos dois órgãos para estes cursos, até o ano de 2010. Com o aumento, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, as bolsas de mestrado passarão de R$ 940 por mês para R$ 1.200 mil.

Já a ajuda de custo para os estudantes de doutorado subirá de R$ 1.340 para R$ 1.800. O ministro disse que esses reajustes representarão um gasto adicional de R$ 300 milhões em 2008 e fez questão também de deixar claro que esse aumento de custos já foi aprovado pela área econômica do governo. As informações foram prestadas durante a solenidade de anúncio do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, que será implementado no período 2007-2010.

Nesse plano, que integra o conjunto de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo federal vai investir, até 2010, um total de R$ 41,2 bilhões. Segundo Sérgio Resende, estes R$ 41,2 bilhões não estão inseridos nos R$ 515 bilhões do PAC, mas representam um somatório de recursos de todos os ministérios, para a área de ciência e tecnologia. Ou seja, não se trata de dinheiro novo.

Ao anunciar o aumento do número de bolsas de estudo, o presidente Lula declarou que a meta do governo quer chegar a 155 mil bolsas do CNPq e da Capes até 2010. De acordo com o presidente, hoje são concedidas 95 mil bolsas, contra 65 mil que existiam em 2006.

“É uma meta que precisamos atingir”, declarou Lula, brincando, em seguida, que “é importante lembrar que a bolsa, de vez em quando, precisa ser reajustada porque a bolsa congelada vai tirando as condições dos nossos doutores se formarem lá fora”. R$ 6 bilhões serão investidos para garantir este aumento do número de bolsas, além de reajustar em 20% os seus valores. Lula citou ainda em seu discurso que este é o terceiro reajuste que seu governo dá para as bolsas.

“Já aumentamos três vezes com esta e já estamos chegando a 56% de reajuste, que, na verdade, nem é reajuste, é uma recuperação do tempo que as bolsas ficaram defasadas neste país”, comentou, sob aplausos de uma platéia lotada, com inúmeros cientistas, dez ministros e dois governadores. O ministro explicou que o reajuste entra em vigor em março porque este mês marca o início do ano letivo.

“É preciso aproveitar que a maré está ficando boa, que a economia está crescendo”, declarou Lula. “Precisamos, então, fazer as coisas que precisam ser feitas e nada de a gente ficar chorando o que não foi feito. O que não foi feito, não foi feito. Temos de ao invés de reclamar da noiva ou marido perdido, tem de falar das coisas que conseguirmos fazer”, observou o presidente que, no entanto, que há 26 anos os recursos só eram liberados para este setor “se houvesse pressão”.

Lula disse ainda que o governo “está fazendo uma revolução de procedimentos ao juntar todos os setores que tratam de ciência e tecnologia, acabando com os programas individuais e criando programas de Estado, que sejam adotados pela sociedade brasileira”.

Em seguida, o presidente Lula criticou a burocracia que, muitas vezes impede a liberação dos recursos já acertados e avisou que, “se precisar alguma mudança na burocracia, ela terá de ser feita”. Para Lula, “quando se trata de pesquisa, a gente não pode permitir que a liberação de recursos fique demorando seis meses, oito meses”.

E, mais uma vez, usou o futebol para fazer comparações.

“Se a bola não andar e a gente não fizer o gol que prometeu fazer, certamente a torcida vai ficar mais zangada do que ficou com a seleção brasileira domingo passado que eu espero que recupere na próxima quarta feira contra o Uruguai”, disse Lula, acrescentando que será “parceiro” do setor de ciência e tecnologia para atender as suas reivindicações.

Segundo o governo, o plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, que articula a política do governo nessa área terá como âncora quatro eixos centrais: a expansão e consolidação do sistema de ciência, tecnologia e inovação; a promoção da inovação tecnológica nas empresas; a pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas estratégicas e a ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social. Juntos, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinam ao plano R$ 18,664 bilhões, equivalentes a 46% do investimento previsto.

A maior parcela dos recursos, no montante de R$ 22,6 bilhões – 54% do total -, virá de outros ministérios e de fundos de financiamento. Além desses ministérios e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também vão colocar dinheiro no setor os fundos Nacional de Desenvolvimento (FND), para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), e o de Amparo ao Trabalhador (FAT). A participação desses fundos será de 1% a 4% do investimento total. #ET

Artigo retirado de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid83034,0.htm